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Perez Esquivel

Adolfo Pérez Esquivel: Brasil e Venezuela
enfrentaram imposição do pensamento único
pelos EUA

 
Nascido em 1931 em Buenos Aires, Adolfo Pérez Esquivel é arquiteto e escultor. Conhecido por sua militância pacifista, recebeu em 1980 o Prêmio Nobel da Paz por sua dedicação à defesa dos direitos humanos na América ibérica. Atualmente, é um dos mais ativos militantes na oposição contra a Área de Livre Comércio das Américas. Uma de suas denúncias é de que as polícias de diversos países da América Latina estão formando esquadrões paramilitares compostos por crianças, uma operação que ele compara à criação da Juventude Hitlerista na Alemanha nazista.
Em conversa com Terra Magazine, Pérez Esquivel também censurou fortemente os Estados Unidos por aplicarem em sua "guerra contra o terrorismo" um equivalente ao Plano Condor de seqüestros e torturas que os norte-americanos toleravam na era das ditaduras militares latino americanas. O que se segue são os trechos mais relevantes desta conversa.
Terra Magazine - Alguns ensaístas - Michael Ignatieff serve como exemplo - estão anunciando "o fim da era dos direitos humanos", sobretudo a partir da irrupção do terrorismo, no começo do século. O senhor concorda com essa visão?
Pérez Esquivel - A primeira coisa que precisa ser esclarecida para responder a uma pergunta tão ampla é que consideramos os direitos humanos como um marco da construção democrática. Não se trata de coisas distintas. Se não existem direitos humanos, as democracias se debilitam e deixam de ser democracias. Portanto, os direitos humanos são fatores permanentes. Acontece, no entanto, que em determinadas sociedades eles podem ter maior ou menor impacto de acordo com o momento histórico. Mas mesmo quando têm menor impacto aparente, nos meios de comunicação, não significa que desapareceram. Neste momento, em particular -e estou falando em termos coletivos-, há maior consciência sobre os direitos humanos, porque as pessoas estão se tornando conscientes das coisas que afetam diretamente suas vidas. Também se conseguiu, através da luta por esses direitos, que os povos deixem de ser espectadores e se assumam como protagonistas. Essa postura ativa está cada vez mais forte, mais vigente.
Como se pode avaliar essa vigência, essa força?
É necessário compreender os direitos humanos em sua totalidade. Porque muitas vezes, quando nos referimos aos direitos humanos, falamos de tortura, de cárceres, de desaparecimento forçado de pessoas... Falamos de direitos individuais, mas poucas vezes se fala dos direitos dos povos. É um aspecto do tema sobre o qual as Nações Unidas vêm tentando atuar com muita força. Lembro que participei, em 1993, da assembléia da ONU em Genebra na qual foi complementado o marco conceitual dos direitos humanos, com o estabelecimento do direito ao desenvolvimento sustentável, ao meio ambiente, que antes nem sequer era mencionado como direito humano, ao desenvolvimento social e cultural etc. É natural que, se avaliarmos por esse padrão a situação de nossos países, encontraremos deficiências. Os direitos humanos se consolidaram sobretudo no plano jurídico, e em alguns lugares o desenvolvimento político não foi simétrico. A Argentina, creio eu, tem sido um exemplo e um país pioneiro em termos jurídicos, naquilo que denominamos luta contra a impunidade; porque é impossível construir um processo democrático tendo por base a impunidade. E isto só foi possível porque, quando se pretendeu fechar as comportas do passado com as leis de "ponto final", a "obediência devida" e o indulto presidencial, surgiram os espaços necessários a aplicar o direito internacional. Ainda estamos em um processo de elaboração e afirmação dos direitos humanos.
Esse processo, há que reconhecer, continua incompleto: em muitas regiões do mundo, os direitos humanos continuam sendo violados como em séculos passados.
É verdade, em muitos países continua a haver desaparecidos, torturas. Podemos mencionar o caso da Colômbia. Eu tenho acompanhado os julgamentos sobre os genocídios africanos, em Ruanda e no Congo. São casos em que o direito internacional voltou a operar. Por conta do assassinato de nove sacerdotes espanhóis na África, levamos um processo por violação de direitos humanos aos tribunais de Madri, que estão julgando os africanos responsáveis por esses crimes, da mesma maneira que julgaram genocidas argentinos no passado.
Voltemos ao caso da Colômbia, talvez o mais angustiante da América Latina, atualmente. Lá voltou a existir uma associação aberta entre um governo formalmente democrático e um poder paramilitar que se coloca à margem da lei. Não se trata de uma contradição aberrante, para a nossa era?
Conheço essa realidade perfeitamente porque há alguns anos presidi a uma comissão internacional de investigação jurídica, na Colômbia. Posso recordar que saímos do país muito mais preocupados do que quando chegamos, devido às violações que lá constatamos. O relatório que produzimos foi levado à ONU. Também estive no Haiti, outro caso grave.
O Haiti, além de grave, é um caso em que pelo menos três países da região -Argentina, Brasil e Chile- estão comprometidos, respondendo por parte das forças internacionais de paz, conhecidas como MINUSTAH, em uma missão que não parece ter contribuído para uma melhora da situação.
São cometidas violações sistemáticas contra os direitos humanos no país, e isso é algo que só um Estado pode cometer. A realidade local é muito complexa. O Haiti é um país sem instituições, de extrema pobreza, que foi sistematicamente invadido por Estados Unidos, França e Canadá. Existem sérias denúncias sobre o comportamento dos membros da MINUSTAH no país, e o povo haitiano percebe a presença da missão de paz como se fosse a de uma força invasora, de ocupação. Muitos recursos foram investidos em armamentos e quase nada no desenvolvimento. Mas, ao mesmo tempo, e conversei sobre isso com o presidente haitiano René Preval, o país precisa de um exército, e lhe restam apenas três mil policiais da pior qualidade. Por isso, uma retirada da MINUSTAH eliminaria qualquer traço de estabilidade e arremessaria o país a uma guerra civil ainda mais aberta. Enquanto não forem destinados ao Haiti os recursos necessários -médicos, educacionais e de desenvolvimento econômico-, a armadilha em que a MINUSTAH caiu não poderá ser desarmada.
Creio que este seja um bom ponto no diálogo para deixar de lado por um instante os casos de gravidade excepcional -Colômbia e Haiti- e perguntar sobre a situação dos direitos humanos nas democracias consolidadas da região: Argentina, Brasil, Chile e México. Desde setembro de 2001, parece que os Estados Unidos conseguiram impor uma redução na vigência desses direitos, acompanhada por outras democracias. Isso procede?
O caso dos Estados Unidos é muito específico; pela primeira vez as políticas adotadas pelo país o deixaram exposto aos olhos da comunidade internacional. Antes, Washington fazia a mesma coisa -apoiando as ditaduras e a doutrina de segurança nacional-, mas de maneira mais dissimulada. Desde a invasão ao Iraque, ficaram em evidência todos esses mecanismos. Eu diria, até, que desde antes de 2001, na verdade a partir da queda do comunismo, nos anos 90, o poder imperial se manifestou e terminou exposto. É algo de assombroso: não se trata apenas de violações dos direitos humanos no Iraque ou em Guantánamo, mas do seqüestro de pessoas na Europa -participei de diversas denúncias a esse respeito- a fim de conduzi-las a terceiros países (Egito, Jordânia) para lá serem torturadas. Trata-se da implementação direta da "Operação Condor" que os norte-americanos toleraram, no passado, quando praticada indiretamente, pelas ditaduras latino-americanas.
Existe alguma tendência, entre os países latino-americanos, a seguir o rumo ditado pelos Estados Unidos?
Pela primeira vez, diversos países começam a enfrentar a imposição do pensamento único, a massificação deliberada que nega a singularidade das culturas e procura desestruturá-las. Os países que reagiram sofreram toda espécie de agressão, como no caso da Venezuela de Hugo Chávez. O Brasil é um segundo exemplo.
O Brasil? Muitos consideram que, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o país tenha aderido a esse pensamento único, em lugar de combatê-lo.
Conheço Lula há mais de 30 anos, do movimento sindical. Lula é mais cauteloso que Chávez, mas conseguiu -inegavelmente- fortalecer as políticas sociais. De qualquer maneira, há uma intenção e uma política de assistência evidentes. No caso de Lula, é preciso distinguir entre a vontade do governo e as responsabilidades de Estado. Quanto a esse último aspecto, aquilo que já foi deixado amarrado não pode ser mudado do dia para a noite. No Uruguai, a situação é a mesma, com o impasse quanto aos contratos concedidos ao grupo Botnia no governo de Jorge Battle e herdados pela administração Tabaré Vázquez. Não é fácil desatar esses nós. Na região, sempre há uma distinção muito grande entre o que se quer fazer e o que se pode fazer.

Terra Magazine

Leia esta notícia no original em:
Terra -  Terra Magazine 
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1800931-EI6580,00.html


Juicio a multinacionales

Multinacionales en el banquillo
Redacción BBC Mundo

Cartel de bananeros
El caso podría sentar un precedente histórico.
Un juicio que podría hacer historia comenzó en Estados Unidos. Por primera vez, tres conocidas compañías multinacionales con sede en ese país han sido llevadas ante la justicia por trabajadores agrícolas centroamericanos.

Los demandantes alegan haber quedado estériles por haber sido expuestos a un pesticida en los años 70.

La primera fase del juicio escuchará la primera de cinco demandas contra las empresas Dow Chemical Co, Amvac Chemical Corp. y Dole Fresh Fruit Co. presentadas por cinco mil trabajadores de la agricultura de Nicaragua, Guatemala, Honduras, Costa Rica y Panamá.

En la opinión de expertos legales, el caso es altamente significativo.

Según le dijo a la BBC Alejandro Miguel Garro, profesor de Derecho Comparado de la Universidad de Columbia, en Estados Unidos, por primera vez un juez estadounidense ha aceptado competencia en una causa en la que los demandantes son extranjeros, por un supuesto hecho ilícito ocurrido en el extranjero.

Garro señala que el caso podría sentar un precedente para que trabajadores de países pobres puedan demandar a compañías multinacionales en sus naciones sede.

Sin uso en Estados Unidos

El pesticida, conocido como DBCP, fue usado durante los años 60 y 70 como tratamiento para nematodos, unos gusanos que se alimentan de las raíces de las plantas de banano.

Bananos
Las empresas niegan que hayan actuado de mala fe.
Según la demanda en curso presentada por 30 trabajadores nicaragüenses, Dow y Amvac, fabricantes del pesticida, conocían que era una sustancia tóxica desde comienzos de los años 50.

La petición legal añade que científicos empleados por Dow observaron que animales expuestos a la sustancia en laboratorio presentaban testículos atrofiados.

Sin embargo, el DBCP, que dejó de usarse en Estados Unidos hacia 1979, continuó en el mercado y siguió usándose en países como Nicaragua.

Dole, a su vez, es acusada de negligencia y encubrir de forma fraudulenta la información sobre la toxicidad del pesticida.

A la compañía se le acusa de no haber advertido a los trabajadores de los peligros de exposición al producto ni los protegió proveyéndolos de guantes, gafas o máscaras.

Cuestionan los efectos

La demanda plantea que el pesticida cayó sobre los trabajadores en gotas después de que se fumigaran los árboles cubiertos por toldos.

No hay ningún estudio generalmente aceptado por la comunidad científica que establezca que el pesticida causa esterilida
Scott Wheeler, portavoz de Dow

De acuerdo con la petición legal, el DBCP contaminó el suministro de agua. El documento añade que se permitió a los trabajadores beber agua contaminada y bañarse en ella.

Por su parte las empresas demandadas rechazan las acusaciones.

En una declaración enviada a la BBC, Scott Wheeler, portavoz de la Dow, señala que no hay ningún estudio generalmente aceptado por la comunidad científica que establezca que el pesticida causa esterilidad.

En palabras del funcionario de la Dow, "estos trabajadores tenían la tendencia a cambiar de trabajo y en muchos casos cambiaban de trabajo con suficiente frecuencia, lo que haría que la exposición (a la sustancia) a largo plazo haya sido bastante inusual".

La posición de la multinacional es, en resumen, que las demandas carecen de fundamento porque los trabajadores "no participaron en la aplicación del DBCP ni en la manipulación del producto".

 

carta al Che

Carta abierta a Ernesto Che Guevara, por Frei Betto
Querido Che:

Ya han pasado cuarenta años desde que la CIA te asesinó en la selva de Bolivia, el 8 de octubre de 1967. Tenías entonces 39 años. Pensaban tus verdugos que, al meterte balas en tu cuerpo, después de haberte capturado vivo, condenarían al olvido tu memoria. Ignoraban que, al contrario de los egoístas, los altruistas nunca mueren. Los sueños libertarios no quedan confinados en jaulas cual pájaros domesticados.

La estrella de tu boina brilla más fuerte, la fuerza de tus ojos guía a generaciones por las rutas de la justicia, tu semblante sereno y firme inspira confianza a quienes combaten por la libertad. Tu espíritu trasciende las fronteras de Argentina, de Cuba y de Bolivia y, cual llama ardiente, inflama aún hoy el corazón de muchos revolucionarios.

En estos cuarenta años ha habido cambios radicales. Cayó el muro de Berlín y sepultó al socialismo europeo. Muchos de nosotros sólo ahora comprenden tu osadía al señalar, en Argel en 1962, las grietas en las murallas del Kremlin, que nos parecían tan sólidas. La historia es un río veloz que no ahorra obstáculos. El socialismo europeo trató de detener las aguas del río con el burocratismo, el autoritarismo, la incapacidad para llevar a la vida cotidiana el avance tecnológico derivado de la carrera espacial y, sobre todo, se revistió de una racionalidad economicista que no hincaba sus raíces en la educación subjetiva de los sujetos históricos: los trabajadores.

Quién sabe si la historia del socialismo no sería distinta hoy si hubieran prestado oído a tus palabras: “El Estado se equivoca a veces. Cuando sucede una de esas equivocaciones se percibe una disminución del entusiasmo colectivo debido a una reducción cuantitativa de cada uno de los elementos que lo forman, y el trabajo se paraliza hasta quedar reducido a magnitudes insignificantes: es el momento de rectificar”.

Che, muchos de tus recelos se han confirmado a lo largo de estos años y han contribuido al fracaso de nuestros movimientos de liberación. No te escuchamos lo suficiente. Desde África, en 1965, le escribiste a Carlos Quijano, del periódico Marcha de Montevideo: “Déjeme decirle, aún a costa de parecer ridículo, que el verdadero revolucionario está guiado por sentimientos de amor. Es imposible pensar en un auténtico revolucionario sin esta cualidad”.

Esta advertencia coincide con lo que el apóstol Juan, exiliado en la isla de Patmos, escribió en el Apocalipsis hace dos mil años, en nombre del Señor, a la Iglesia de Éfeso: “Conozco tu conducta, el esfuerzo y la perseverancia. Sé que no soportas a los malos. Aparecieron algunos diciendo que eran apóstoles. Tú los probaste y descubriste que no lo eran. Eran mentirosos. Ustedes han sido perseverantes. Sufrieron por causa de mi nombre y no se desanimaron. Pero hay una cosa que repruebo en ti: abandonaste el primer amor” (2, 2-4).

Algunos de nosotros, Che, abandonaron el amor a los pobres, que hoy se multiplican en la Patria Grande latinoamericana y en el mundo. Dejaron de guiarse por grandes sentimientos de amor para ser absorbidos por estériles disputas partidarias y, a veces, hacen de los amigos, enemigos, y de los verdaderos enemigos, aliados. Corroídos por la vanidad y por la disputa de espacios políticos, ya no tienen el corazón encendido por ideas de justicia. Permanecieron sordos a los clamores del pueblo, perdieron la humildad del trabajo de base y ahora cambian utopías por votos.

Cuando el amor se enfría el entusiasmo se apaga y la dedicación se retrae. La causa como pasión desaparece, como el romance entre una pareja que ya no se ama. Lo que era ‘nuestro’ resuena como ‘mío’ y las seducciones del capitalismo reblandecen los principios, cambian los valores y si todavía proseguimos en la lucha es porque la estética del poder ejerce mayor fascinación que la ética del servicio.

Tu corazón, Che, latía al ritmo de todos los pueblos oprimidos y expoliados. Peregrinaste desde Argentina a Guatemala, de Guatemala a México, de México a Cuba, de Cuba al Congo, del Congo a Bolivia. Todo el tiempo saliste de ti mismo, encendido de amor, que en tu vida se traducía en liberación. Por eso podías afirmar con autoridad que “es preciso tener una gran dosis de humanidad, de sentido de justicia y de verdad, para no caer en extremos dogmáticos, en escolasticismos fríos, en aislamiento de las masas. Es necesario luchar todos los días para que ese amor a la humanidad viva se transforme en hechos concretos, en gestos que sirvan de ejemplo, de movilización”.

Cuántas veces, Che, nuestra dosis de humanidad se ha resecado, calcinada por dogmatismos que nos hincharon de certezas y nos dejaron vacíos de sensibilidad para con los dramas de los condenados de la Tierra. Cuántas veces nuestro sentido de justicia se perdió en escolasticismos fríos que proferían sentencias implacables y proclamaban juicios infamantes. Cuántas veces nuestro sentido de verdad cristalizó en el ejercicio de autoridad, sin que correspondiésemos a los anhelos de quienes sueñan con un trozo de pan, de tierra y de alegría.

Tú nos enseñaste un día que el ser humano es el “actor de ese extraño y apasionante drama que es la construcción del socialismo, en su doble existencia de ser único y miembro de la comunidad”. Y que éste no es “un producto acabado. Los defectos del pasado se trasladan al presente en la conciencia individual y hay que emprender un continuo trabajo para erradicarlos”. Quizá nos ha faltado destacar con más énfasis los valores morales, las emulaciones subjetivas, los anhelos espirituales. Con tu agudo sentido crítico cuidaste de advertirnos que “el socialismo es joven y tiene errores. Los revolucionarios carecen muchas veces de conocimientos y de la audacia intelectual necesarios para enfrentar la tarea del desarrollo del hombre nuevo por métodos distintos de los convencionales, pues los métodos convencionales sufren la influencia de la sociedad que los creó”.

A pesar de tantas derrotas y errores, hemos tenido conquistas importantes a lo largo de estos cuarenta años. Los movimientos populares han irrumpido en todo el Continente. Hoy en muchos países están mejor organizados los campesinos, las mujeres, los obreros, los indios y los negros. Entre los cristianos, una parte significativa ha optado por los pobres y engendró la Teología de la Liberación. Hemos sacado considerables lecciones de las guerrillas urbanas de los años 60; de la breve gestión popular de Salvador Allende; del gobierno democrático de Maurice Bishop, en Granada, masacrado por las tropas de los Estados Unidos; de la ascensión y la caída de la Revolución Sandinista ; de la lucha del pueblo de El Salvador. En México los zapatistas de Chiapas ponen al desnudo la política neoliberal y se propaga por América Latina la primavera democrática, con los electores repudiando a las viejas oligarquías y eligiendo a aquellos que son a su imagen y semejanza: Lula, Chávez, Morales, Correa, Ortega, etc.

Falta mucho por hacer, querido Che. Pero conservamos con cariño tus herencias mayores: el espíritu internacionalista y la revolución cubana. Una y otra cosa se presentan hoy como un solo símbolo. Comandada por Fidel, la Revolución cubana resiste al bloqueo imperialista, la caída de la Unión Soviética , la carencia de petróleo, los medios de comunicación que pretenden satanizarla. Resiste con toda su riqueza de amor y de humor, salsa y merengue, defensa de la patria y valoración de la vida. Atenta a tu voz, ella desencadena un proceso de rectificación, consciente de los errores cometidos y empeñada, a pesar de las dificultades actuales, en hacer realidad el sueño de una sociedad donde la libertad de uno sea la condición de justicia del otro.

Desde donde estás, Che, bendícenos a todos nosotros los que comulgamos en tus ideales y tus esperanzas. Bendice también a los que se cansaron, se aburguesaron o hicieron de la lucha una profesión en su propio beneficio. Bendice a los que tienen vergüenza de confesarse de izquierda y de declararse socialistas. Bendice a los dirigentes políticos que, una vez destituidos de sus cargos, nunca más visitaron una favela ni apoyaron una movilización. Bendice a las mujeres que, en casa, descubrieron que sus compañeros eran lo contrario de lo que ostentaban fuera, y también a los hombres que luchan por vencer el machismo que los domina. Bendícenos a todos nosotros los que, ante tanta miseria que siega vidas humanas, sabemos que no nos queda otra vocación más que la de convertir corazones y mentes, revolucionar sociedades y continentes. Sobre todo bendícenos para que, todos los días, estemos motivados por grandes sentimientos de amor, de modo que podamos recoger el fruto del hombre y la mujer nuevos.

Las citas del Che tienen como fuete el texto “El socialismo y el hombre en Cuba”, publicado en “Ernesto Che Guevara, escritos y discursos”, Editorial de Ciencias Sociales, La Habana , 1977, pp.253-272.

http://www.defensahumanidad.cult.cu/artic.php?item=3480

El sistema privado

Asi funciona este Sistema

Estimadas/os Listeras/os:
Ayer 24 de Julio, a media tarde, un hombre de 40 años - aproximadamente -
que viajaba en taxi, sintió una fuerte opresión en el pecho, con sus pocas
fuerzas, le dijo al chofer, que lo acerque al Centro Asistencial mas próximo
para su desgracia, el taxista lo arrimo al I.A.D.T.
No solo que no lo atendieron, que no le brindaron los mas elementales
cuidados de salud (era evidente que la persona en cuestión estaba cursando
un IAM), sino que en la guardia se preocupaban por derivarlo lo antes posible,
ante el innegable deterioro de la Salud de la víctima de este Sistema estaba
teniendo, el desenlace fue la muerte, sus familiares están iniciando acciones
legales por un claro delito que le costo la vida a este señor.
Hasta aquí los hechos
Muchas veces, algunos profesionales de la salud, dicen que exageramos
cuando decimos que el Sistema Capitalista Aliena al Ser Humano, que lo
deshumaniza, que lo trata como a una maquina, me temo que no, que los
crímenes que este sistema mercantilista sigue cometiendo, están mas
vigentes que nunca, recordemosle a los colegas que quizá no conozcan al
I.A.D.T. la misma es una Institución que atiende entre otras personalidades
a gente como Presidentes, Políticos, Periodistas, Artistas, Empresarios, en
donde un enfermero que recién se inicia puede estar ganando $2.400.- de
salario de bolsillo -tickets incluidos -
Eso si, si no tenes Prepaga, no solo que no te atienden, sino que te dejan
morir.
Los Médicos de la Guardia y los Profesionales de Enfermería no pudieron
hacer nada, tienen sus "ordenes" ¿podemos decir que son culpables de esta
muerte sin culpar al sistema que las permite?
La indignación ante hechos como este no me permite razonar con claridad,
no puedo tolerar estas situaciones que a diario se dan en nuestro país
Si el taxista hubiera hecho 2 o 3 cuadras mas, seguro que en el Clínicas
lo hubieran atendido y lo mas probable, este correo no seria leído por nadie
pero no fue así, otra muerte mas, el sistema debe estar acostumbrado, la
solución cromagnon (pagarles a los familiares por la muerte) es la más
adecuada que tome esta ¿Institución?
Pero...............si hubiera sido nuestro hermano, nuestro Padre, nuestro novio,
nuestro tío ¿Como nos sentiríamos? ¿aceptaríamos la plata?
Mientras tanto, hay gente que sigue defendiendo a este Sistema.
Horacio Miranda
Enfermero Universitario
Matricula 58.625

La mentira de la salud de los USA

No será insistir demasiado hasta que no podamos torcer el camino en que esta alianza de intereses económicos, corporativos, bancomundialiestas y gubernamentales nos están metiendo y metiendo. Este es el modelo al que aun se responde. Hacia allí nos mandan. La opción que queda, gente, es no obedecer.
Un saludo
Gonzalo

Usted está aquí: miércoles 16 de mayo de 2007 Mundo EU, último lugar en sistemas de salud

 

EU, último lugar en sistemas de salud

http://www.jornada.unam.mx/2007/05/16/index.php?section=mundo&article=044n1mun

Pobre desempeño en calidad, acceso y eficiencia, revela un estudio entre países ricos

AFP

Washington, 15 de mayo. El sistema de salud estadunidense ocupa el último sitio en una lista que clasifica la asistencia sanitaria de países ricos en términos de calidad, acceso y eficiencia, según los estudios divulgados hoy en Washington por una consultora especializada en el tema.

Los estudios del Fondo Commonwealth indican que Estados Unidos, que tiene el sistema de salud más caro del mundo, obtiene sistemáticamente un rendimiento más bajo que otros países.

Además, "se destaca como la única nación en esos estudios que no asegura el acceso a la atención de salud por medio de una cobertura universal y de la promoción de un 'hogar médico' para los pacientes", dijo Karen David, presidenta del Fondo Commonwealth.

"Nuestro fracaso en asegurar un seguro médico para todos y estimular vínculos estables y de largo plazo entre médicos y pacientes se evidencia en nuestro pobre desempeño en términos de calidad, acceso, eficiencia, igualdad y resultados de salud", expresó.

El estudio Espejito, espejito: una puesta a punto internacional sobre el desempeño comparativo del sistema de salud estadunidense se concentró en entrevistas con médicos y pacientes en Australia, Gran Bretaña, Canadá, Alemania, Nueva Zelanda y Estados Unidos, a quienes se les pidió hablar de sus experiencias y opiniones sobre sus sistemas de salud.

Estados Unidos resultó último en la mayoría de áreas, entre ellas, acceso a cuidados de salud, seguridad de los pacientes, oportunidad de los tratamientos, eficiencia e igualdad. Los estadunidenses aparecieron también últimos al ser consultados si tenían o no un médico de cabecera.

La nación estadunidense "gasta el doble de un país industrializado medio en cuidados de salud; claramente no estamos obteniendo lo que pagamos", dijo David. Destacó que 45 millones de estadunidenses, equivalente a 15 por ciento de la población, no tiene seguro médico.

También tiene rezago con respecto a la adquisición de tecnología de información médica, lo cual se traduce en una espiral de costo y una pobre atención.

"Nos enorgullecemos de estar a la vanguardia en tantas áreas de la tecnología, pero no es el caso en la información médica", dijo David. "Otros países se han adelantado".

Gran Bretaña obtuvo el puntaje más alto entre países estudiados. Alemania se ubicó segundo, mientras Nueva Zelanda y Australia empataron en el tercer puesto, seguidos de Canadá y Estados Unidos.

El segundo estudio ahonda en las razones por las cuales los costos de salud en Estados Unidos son mucho más altos que en otros ocho países de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE).

El estudio Comparaciones multinaciones de datos de sistemas de salud concluye que aunque Estados Unidos gasta más que el resto en seguros de salud públicos y privados, sus ciudadanos tienen el mayor número de años perdidos debido a enfermedades circulatorias, respiratorias y diabetes.

Destruyen nuestro pais

Recibido (así como está) de otra lista (gracias Oroipen) es notable que los discursos de cierta gente siga exaltando el "cambio" y otras bellezas, pero qeuda claro que el ámbito de los recursos estamos como cuando aplaudimos a Menem. O aun peor. El el tema minería, se sabe, ha habido algunos avances basados solamente en la lucha de muchos de los pueblos (sin apoyo oficial, ni local ni nacional; un ejemplo emblemático fue el de La Rioja -precisamente- en donde se sostuvo hasta último momento al ex menemista y neo kirchnerista Mazza, particularmente vinculado al proyecto minero -entre otras cosas). Pero donde más firme se está en en San Juan , donde está afirmado José Luis Gioja, y su familia. Su hermano es presidente de la Comisión respectiva en el senado y tiene otro familiar a cargo del área de Minería de la Nación. Sigue su fidelidad al gobienrno nacional mientras entrega los recursos. Soja, petróleo, agua y otras cuestiones siguen el mismo camino. Encima vuelven a la carga con el Bauen (falta que nos cobren a nosotros lo que no quisieron hacer en cuatro años y lo que pueden hacer hoy, echándole la culpa al triunfo de Macri, lo mismo que con l@s travestis). Para no hablar de la Ley Antiterrorista que AHORA (luego de defendera a capa y espada) dicen que ¡van a estudiar las críticas que se le hacen!! Hace un año y medio (desde que la "propusieron" por orden de Bush) que se le hacen críticas de todo tipo. La defendieron contra todas ellas (en medio de la campaña de la segunda vuelta de la CABA) y ahora que -entre otras cosas- Hebe parece haberse despertado, ahora que logró -contra toda intención oficial- instalarse levemente en algunos medios por la oleada de críticas de sectores diversos, ahora dicen que se disponen a escuchar desde el otro lado del mostrador. En fin, si este es el cambio...........
Un saludo
Gonzalo
PD: tuvimos el honor de traer a Javier Rodríguez Pardo a una conferencia en la Cátedra. El peligro de la política que esta gente está instalando, que se prolongará durante décadas o más que décadas, es de una seriedad pasmosa.



PARLAMENTO PATAGÓNICO

            Chilenos y argentinos unidos contra mineras y mega hidroeléctricas
                                                                 
                                                                                        Por Javier Rodríguez Pardo
 
El Primer Parlamento Ambiental de la Patagonia tuvo lugar en Chaitén, capital de la provincia de Palena, en la XI Región de Chile, frente al Pacífico. Su objetivo es unificar las fuerzas de los movimientos sociales de ambos pueblos patagónicos de la Cordillera de los Andes ante el avance de la prospección minera y de los proyectos hidroeléctricos que impactan negativamente y que además producen energía para las transnacionales del saqueo .
El encuentro fue organizado por el Comité Defensa de Palena Región Aysén y participaron representantes de esa comarca austral chilena, los auto convocados de Esquel de la provincia argentina de Chubut, límite con la turística Futaleufú, y militantes de Corcovado, vecinos y amigos de la cuenca del Carrenleufú .  
La angosta franja chilena, de lagos y fiordos, soporta una fuerte presión  de la industria del salmón  y de proyectos de represas hidroeléctricas destinadas a la minería metalífera  a cielo abierto y lixiviación con compuestos químicos. Hasta hace poco se insistía además en la generación de energía para la producción de una planta de aluminio primario prevista en el área de los lagos. Chile también padece los cateos del invasor minero transnacional .
El centro de nuestro mensaje incluyó la prospección minera y la bioprospección. La energía, el agua y las mineras. Hablamos  del saqueo de los minerales críticos y estratégicos y del despojo del conocimiento ancestral de los pueblos originarios a cargo de los grandes laboratorios. Nuestro sur guarda el mayor volumen de diversidad biológica templada fría y en este sentido es común observar a técnicos y especialistas de organismos oficiales y de las universidades de ambos pueblos trasandinos operar para los laboratorios del norte mediante convenios aberrantes que exigen datos de activos moleculares para la investigación y ulterior patente de fármacos .
Víctor González Sotelo ofició de vocero del comité organizador, acompañado Carolina Leyton y Sergio Bornitzky. Todos los temas produjeron debate: tenencia de las tierras y ordenamiento territorial acaparó la atención de la dirigente mapuche Moira Millán. Sobre  represas y derechos de agua expusieron Juan Pablo Orrego, de Ecosistemas, y Peter Hartmann de la Coalición Ciudadana por Aysén  Reserva de Vida. Hugo Rodrígues, de Corcovado, representó a Vecinos y Amigos  de la Cuenca de Carrenleufú, Argentina, y ofreció un informe completo de las siete represas proyectadas por el gobierno de Chubut en la cuenca del Carrenleufú, que encabeza el megaproyecto La Elena, en las puertas del pueblo de Corcovado .
Durante la segunda jornada, ocuparon buen espacio la salmonicultura (Patricio Igor Melillanca, de Centro Ecocéanos) y la minería, exposición a mi cargo y de los compañeros "Auto convocados de Esquel No A La Mina", Gustavo Manuel Macayo, profesor de la Universidad Nacional de la Patagonia, Chuni Botto, asambleísta, y el abogado Edgardo Manosalva, integrante también del movimiento social antiminero de Esquel .
Hubo debates fuertes acerca de la "vocación turística" que ofrece la Patagonia austral y sobre la Reserva de Biosfera, a cargo de Matías Holzmann, de Puerto Varas, y Carlos Poblete de CONAF, sobre patrimonio silvestre y región de los lagos, respectivamente; y es que hay posiciones disímiles para entender cuáles son las mejores líneas de defensa de los ecosistemas depredados  y en vías de total destrucción .
Nuestra propuesta incluyó informar al parlamento patagónico que dentro de los ejes proyectados por la Dirección Ejecutiva 2004 de Iniciativas Regionales de Integración Sudamericana (IIRSA), figuran 44 objetivos para comunicar el océano Pacífico con el Atlántico (Eje Interoceánico Central): Lago Puelo – Palena; la vía comarca andina de Chubut y la XI Región Chilena,   es uno de ellos, y su trazado involucra expropiaciones de tierras que pertenecen  a viejas familias de colonos, el desalojo de comunidades mapuche y la destrucción del ecosistema lacustre que comunica a ambos países. Es uno de los caminos del saqueo diseñados por y para el ALCA. El IIRSA es una acabada concepción para concretar el despojo de los bienes comunes, conocidos como recursos naturales, que habrán de escurrirse de las manos de sus auténticos beneficiarios, a través del Tratado de Libre Comercio para América del Norte (TLCAN 1994), el Plan Colombia (1999) y el Plan Puebla Panamá, de 2001. El ejemplo más claro es el de Bajo La Alumbrera, cuyo concentrado de cobre debe recorrer cientos de kilómetros argentinos mediante un mineroducto de más de 300 kilómetros, primero hasta Tucumán y luego en trenes hacia los muelles de San Lorenzo, Rosario, donde es embarcado con destino primer mundo; pero claro, los puertos del Pacífico se hallan en línea recta entre la planta extractiva catamarqueña y los mercados del norte. Por eso la necesidad de nuevos pasos fronterizos, ideados por el apetito mercantilista de la globalización y de sus buenos negocios. El Norte concibió el IIRSA como   la ruta de un despojo más rentable. El Parlamento Patagónico, en cambio, se propone impedir semejante expoliación, al articular acciones conjuntas de ambos pueblos andinos. Al menos fue nuestra propuesta.
La provincia de Palena es uno de los rincones más bellos del planeta, y en esto no hay exageración. Chaitén descansa sobre el Pacífico con la inmensa silueta dominante del volcán Corcovado, que se yergue distinto como una aguja punzante hacia el cielo. La vegetación de las montañas llega hasta el océano, sujeta la nieve abundante de la estación, y no impide las grietas de los ventisqueros, de glaciares y cascadas que escurren hacia nosotros, ni las pequeñas islas y penínsulas que suelen desaparecer entre las nieblas de julio .   
Chile nos recibió con su curanto, sus pailas de pescado y una hospitalidad que ya extrañamos. Y tal como ocurre en Santiago y en Vallenar, al norte de Chile,   nuestras luchas nos habrán de encontrar muy unidos, desde el rincón más alejado de la Patagonia hasta el más desolado de Atacama.  De no ser así perderemos la circunstancia histórica de construir un futuro independiente en armonía con un medio que elegimos para vivir. Este nuevo Parlamento Patagónico, el Movimiento Antipascualama en Chile y la Unión de Asambleas Ciudadanas (UAC) del lado argentino, tal vez son la oportunidad que necesitamos para organizar la defensa y la rebelión frente a la rapiña feroz .
Javier Rodríguez pardo, Chaitén, Chile,1 de julio de 2007 - machsepa21@yahoo.com.ar Telf. 011 1567485340.-  Movimiento Antinuclear del Chubut (MACH)- Sistemas Ecológicos Patagónicos (SEPA). Red Nacional de Acción Ecologista (RENACE).
Unión de Asambleas Ciudadanas (UAC).
Crece la coalición chileno-argentina por una Patagonia Sin Represas

Por Proyecto Lemu

Nuevo taller sobre Recursos hídricos compartidos entre ambos países resalta la preocupación existente ante la embestida de las corporaciones trasnacionales eléctricas y mineras a ambos lados de la cordillera.

La gran presión que existe por industrializar la Patagonia con mega-emprendimientos hidroeléctricos y mineros mantiene en estado de alerta a los pobladores, productores, empresarios turisticos y ambientalistas a lo largo de la cordillera. Y para abordar este tema la organización chilena "Ecosistemas", en conjunto con las argentinas "Piuke" y "Proyecto Lemu" realizaron un nuevo encuentro informativo el 20 de Julio en la ciudad de San Carlos de Bariloche.

Estas mismas organizaciones apoyados por la Intendencia del P.N. Lago Puelo y Cefidoc de El Bolsón, ya habían realizado el 15 de Febrero el primero de esta serie de talleres, parlamentos y asambleas, que se van multiplicando en la actualidad a lo largo del cordón cordillerano Patagónico (Lago Puelo-Aysen-Neuquén-Los Antiguos-Cochamo-Chaiten-Bariloche al que próximamente se le agregarán nuevos talleres en Llanada Grande-Perito Moreno y Esquel mientras se siguen organizando distintas actividades y preparando acciones puntuales para la próxima primavera y verano.

La temática que se tocó en esta ocasión fue un pormenorizado análisis legal del Protocolo de Recursos Hídricos Compartidos, que estuvo a cargo del abogado Felipe Meneses, quien viajó desde Santiago de Chile para focalizar detalladamente cada una de las obligaciones por las cuales se establece que ambos países deben velar por la protección integral de estas cuencas. Y a continuación pasó a explicarle a la audiencia los puntos en los que debería desarrollarse una eventual defensa legal del conflicto emergente, en caso de que la corporación Endesa o la cancillería chilena decidan ignorar los pactos firmados por los Gobiernos de ambos países a principio de los '90.

En el cierre de la exposición el abogado mencionó el nerviosismo exhibido en el Diario
El Mercurio por algunos políticos, respecto a las distintas campañas que están llevando a cabo en la Patagonia varias organizaciones sociales y ambientales, y como ejemplo de esa inquietud del sector industrial, mencionó la posibilidad que, al igual que ocurre en la actualidad con el tratado de libre comercio abrochado por el Estado chileno con los EEUU, los Senadores trasandinos aprueben algo así como una ley de emergencia, llamada "Vía Rápida" (fast track) que en la actualidad exime de ese "engorroso" trámite a toda transacción comercial entre ambos países, y en este caso serviría para que se exima a Endesa de presentar los EIA de cada mega-central hidroeléctrica, de manera que las corporaciones involucradas en su construcción y puesta en marcha, puedan avanzar con los proyectos tal y cual los tiene listos.

Luego fue el turno de Juan Pablo Orrego, coordinador de la Campaña "Patagonia Ríos Vivos", quien recordó la amarga experiencia vivida por las comunidades Mapuche expulsadas a causa de la construcción de los embalses en el Río Bio-Bio, y a la vez valorizó el gran aprendizaje adquirido por su organización durante esos 12 años de lucha y expresó que: "En un mundo globalizado, las soluciones a los problemas ambientales sólo pueden surgir de una ciudadanía activa y bien informada que piensa y actúa local y globalmente, remarcando el hecho que esto es particularmente cierto respecto de la defensa ambiental de las cuencas y recursos hídricos amenazados en Chile y Argentina..".

Esta repentina fiebre energética no debiera extrañarnos dado que estas son las últimas fronteras interiores ricas en recursos naturales, que sin embargo son percibidos de forma muy diferente: unos los ven como una potencial fuente de capital y energía para las industrias corporativas y otros los percibimos como una fuente inagotable de vida y de identidad cultural, agregó el ecólogo. "Nos parece evidente que debemos encarar con urgencia el desarrollo energético y el crecimiento económico de una forma radicalmente diferente a la que ha adoptado hasta hoy esta jovencísima civilización urbana-industrial-tecnológica-militar y globalizada, porque lo que hemos hecho durante este último par de siglos, y particularmente durante estos últimos 50 años, nos está costando la vida y llevando al colapso a la biosfera que nos cobija".

Por su parte Lucas Chiappe, Coordinador de "Proyecto Lemu" y uno de los organizadores de estos encuentros, se ocupó de resaltar las similitudes de un fenómeno idéntico y potencialmente devastador que se está instalando a ambos lados de la cordillera: "-Espejos de un saqueo, en el que a los pobladores nos toca ser simples actores de reparto (léase: mano de obra barata), mientras los «gerentes» locales de las corporaciones energéticas, mineras y forestales (ni más ni menos que la clase política que dirige los destinos de nuestros bienes comunes) reciben una pocas monedas para legalizar ese despojo, dictar leyes absolutamente inmorales, firmar contratos leoninos, prorrogar concesiones petroleras y demás atropellos que van en contra de cualquier reclamo basado en una necesaria protección ambiental y en la participación democrática de los pobladores en toda decisión que pueda afectar su futuro y el de la biodiversidad que puebla estos ecosistemas, y recordó que "-... es indudable que existen dos tipos de políticas: la de suministrar indiscriminadamente toda la energía que requieren las industrias más voraces y contaminantes, como ocurre en la actualidad con la minera Barrick Gold en su emprendimiento de Veladero, que utiliza el equivalente a la producción de una de las centrales nucleares actualmente en funcionamiento en Argentina; o bien trabajar a destajo para concientizar a la sociedad que debe cesar esta absurda escalada de demanda de energía en forma exponencial.. Debemos redimensionar las famosas preguntas que nos hacíamos hace más de dos décadas atrás en Epuyén cuando logramos boicotear el absurdo proyecto hidroeléctrico Epuyén-Puelo que pretendía desaparecer el valle entero bajo 40 mts de agua: "¿Quién decide qué, para quién y con que fin?".

Como ejemplo sirve saber que toda la demanda de energía domiciliaria de Chile consume sólo el 16 % de la generación, mientras que la industria minera allí también es la mayor consumidora de esa producción energética.

Mauricio Fierro de Geoaustral, cerró el taller con una extensa y detallada exposición sobre los distintos avances de Endesa en el valle del Río Puelo (Llanada Grande): la compra de los derechos mineros de la eventual superficie inundable por parte de la sobrina del ex-dictador Pinochet (testaferro de la corporación española), y los talleres de
"negociación" que impulsa la Universidad Austral en un desesperado intento por desactivar la creciente oposición de los vecinos y las organizaciones no gubernamentales de ambos países. A la vez planteó una serie de medidas concretas y sorprendentes llevadas adelante por su organización como parte de la campaña que se está instalando en oposición a las consecuencias de un emprendimiento hidroeléctrico de semejante dimensión (el embalse prevé la inundación de 6.000 Has. de bosques y tierras productivas).

Antes del final de la reunión también tuvieron la palabra un contingente de pobladores llegados expresamente desde la región de Aysen que plantearon sus realidades socio-políticas y la creciente amenaza ambiental que significaría la construcción de al menos 4 centrales hidroelécticas situadas en los ríos más caudalosos y más bellos de la Patagonia.

El cierre definitivo del encuentro corrió por cuenta del anfitrión barilochense Alejandro Yannello de la asociación Ambientalista Piuke, quien puntualizó los avances en las acciones y las estrategias que están elaborando las poblaciones que se verían afectadas por las represas, recordándole a la audiencia, cautivada por el altísimo nivel de las exposiciones, que la ecuación también en materia informativa debe ser "Cuanto más mejor como una manera para evitar la censura hegemonica de los holdings"... pero sobretodo, y como ocurrió en este caso... "Cuanto mejor más".

El resultado de estos encuentros -cada vez más frecuentes- en distintas localidades del territorio patagónico evidencia que las organizaciones y personas que pueblan ambos lados de la cordillera han comenzado a comprender la importancia de este tipo de "información directa", vale decir la que no pasa por los medios masivos de des-información... e ignorando las ficticias barreras administrativas y fronterizas que se han erigido entre estos dos pueblos, se están abocando por primera vez en la historia reciente de esta biorregión, a crear una verdadera Red Patagonica SIN Fronteras, a fin de compartir información, vivencias y sensaciones directas sobre la preocupante realidad que nos prometen "nuestros" dirigentes políticos... y comienzan a evaluar estrategias concretas de acción como la mejor forma para defender en conjunto este valiosísimo territorio austral.

"La red binacional seguirá alerta ante emprendimientos que atenten contra el derecho a vivir en un ambiente saludable y libre de contaminación así como el desarrollo de actividades productivas y sustentables que dependen de la integridad ambiental de la Patagonia".
Desde el Programa para el Fortalecimiento de la Participación de la Sociedad Civil en el Proceso de Integración Regional, invitamos a Ud. al II ENCUENTRO REGION CENTRO-CUYO , "En defensa del Agua Pura", a realizarse el Sábado 28 de Julio, desde las 10 hs, en la Escuela Industrial Domingo F. Sarmiento, Aberastain 310 (S), ciudad de San Juan. Adjuntamos nota de invitación a la presente.
Este Programa, que cuenta con el apoyo de la Secretaría de Organización y Capacitación Popular del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación, tiene por objetivo reconocer las principales inquietudes y propuestas en los distintos temas que motorizan a la sociedad civil en las distintas regiones de nuestro país dentro de la problemática de los Recursos Naturales, e intenta vincularlas posteriormente a los distintos ámbitos del MERCOSUR.
Está dirigido a organizaciones sociales, no gubernamentales, profesionales y representantes del ámbito académico, gubernamental y legislativo; esperamos contar con su participación y agradecemos desde ya la difusión.
Acercamos a continuación el programa y esperamos contar con su presencia.
Ciudad de Buenos Aires, Julio de 2007
II ENCUENTRO REGION CENTRO-CUYO
"EN DEFENSA DEL AGUA PURA"
Sábado 28 de Julio
Escuela Industrial Domingo F. Sarmiento, Aberastain 310 (S)  - Ciudad de San Juan
Programa de actividades
09:00 hs Acreditaciones  - 09:30 hs Exposición Audiovisual "Jachal, cuando ya nadie te nombre "
10.00 hs Apertura del Encuentro a cargo de Mg. Prof. Nelly María Filippa, Sec.de la U.Nacional de San Juan.
- Silvia Ferreyra, Comisión de Recursos Naturales del Consejo Consultivo de la Sociedad Civil de Cancillería Argentina.
- Representante de Madres Autoconvocadas de Jachal
11.00 hs Presentación de "ejes disparadores" para el trabajo en talleres a cargo de:
- Prof. Daniel Illanes, Facultad de Ciencias Sociales, UNSJ
- Prof. Héctor Yanzón, productor agrícola de Calingasta, Provincia de San Juan
- Ing. Juan José Ramos, presidente Asociación Viñateros Independientes
12.30 hs Almuerzo                     -  13:30 hs Trabajo en talleres:
Taller 1: Agua para todos y todas. Caminos posibles para el uso, preservación y cuidado del agua en la región.
Taller 2: Desarrollo productivo y recursos naturales. Estrategias para una producción sustentable, en beneficio del conjunto de la población. Soberanía y recursos naturales.
15.00 hs Lectura de conclusiones taller 1 y 2.
15.30 hs Taller
Participación Social y su Incidencia en las Políticas Públicas . Las distintas vías que existen, cómo abordarlas.
- Intercambio de experiencias desde el campo popular con la participación de representantes de las provincias de Mendoza, San Luis, La Rioja y Córdoba.
17.00 hs Síntesis colectiva de lo desarrollado en el encuentro. - 18:00 hs Cierre.
A la fecha, están convocados, de la Provincia de San Juan:
Autoridades de la Universidad Nacional de San Juan: Rector Dr. Ing. Benjamín Rafael Kuchen; Dra. Josefa Antonia Berenguer, Secretaria Académica; Mg. Prof. Nelly María Filippa, Secretaría de Extensión Universitaria; Ing. Carlos Astudillo, Director Escuela Industrial Domingo F. Sarmiento.
Municipio de Calingasta / Asambleístas de Calingasta / Asociación Viñateros Independientes
Madres Jachalleras Autoconvocadas / Agrupación Universitaria Confluencia
Fundación Ciudadanos Independientes, FUCI / Movimiento de Mujeres en Lucha
Foro de Mujeres contra la Corrupción / Asamblea contra la Contaminación y el Saqueo
Entre otros.
Silvia Ferreira  

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Vecinos Autoconvocados de San Carlos. Mza
              AMPAP - UAC
       www.poraguapura.com.ar
    No a la minería contaminante,
         saqueante y secante
Argentina: sin patrón y sin permiso
Naomi Klein/Avi Lewis

El texto reproducido a continuación es el prólogo a la versión inglesa del libro compilado por el colectivo Lavaca: Sin Patrón: Argentina's Worker-Run Factories (Haymarketbooks, Londres, 2007)

El 19 de marzo de 2003 estuvimos en el techo de la fábrica de cerámica Zanon, filmando una entrevista con Cepillo. Nos mostró cómo los trabajadores habían logrado evitar que la policía armada los desalojara, defendiendo su lugar de trabajo democrático con tirachinas y las pequeñas bolas de cerámica que normalmente usaban para golpear la arcilla patagónica con la que se hace el crudo para fabricar baldosas. La puntería era impresionante. Ese mismo día, las bombas comenzaban a caer sobre Bagdad.

Los periodistas nos preguntábamos qué hacíamos allí. ¿Por qué era tan importante que estuviéramos en esa fábrica -en el punto más austral de nuestro continente- junto a un grupo de trabajadores radicales, escuchando unos relatos que evocaban a David y Goliat, mientras un Apocalipsis de bombas nucleares caía sobre Irak?

Lo que nos atraía de Argentina -a nosotros y a muchos otros- era ser testigos de la explosión de activismo que nació con la crisis del 2001, una gran cantidad de nuevos movimientos sociales que no se limitaban a criticar duramente el modelo económico que había destruido al país, sino que también se preocupaban por construir alternativas locales en medio de las ruinas.

Durante el período de la crisis hubo distintas respuestas populares, desde asambleas de vecinos y clubes de trueque, hasta la reaparición de partidos de izquierda y movimientos masivos de desempleados; pero la mayor parte del tiempo transcurrido en el año en que estuvimos en Argentina lo pasamos con los trabajadores de las "empresas recuperadas".

Como informaron los medios de comunicación, los trabajadores argentinos respondieron al desempleo rampante y a la fuga de capitales mediante la toma de las empresas tradicionales que habían quebrado, para reabrirlas y gestionarlas democráticamente. Se trata de una vieja idea que volvió a aparecer, actualizada para nuevos y brutales tiempos. Los principios son tan simples y tan elementalmente equitativos, que cuando se los considera según fueron formulados por los trabajadores en su libro, parecen evidentes de suyo antes que radicales: "Formamos la cooperativa con el criterio de salarios iguales y decisiones básicas tomadas por asambleas; estamos en contra de la separación del trabajo manual e intelectual; queremos la rotación de cargos y, antes que nada, la posibilidad de remover a los que fueron elegidos como nuestros dirigentes".

El movimiento de fábricas recuperadas en Argentina no es demasiado significativo en cuanto a su escala, alrededor de 170 empresas y 10.000 trabajadores. Pero luego de seis años, y comparado con otros movimientos nuevos en el país, ha logrado sobrevivir y aún dispone de una fuerza silenciosa, incluso en medio de la "recuperación" profundamente desigual del país. Su tenacidad está en función de su pragmatismo: se trata de un movimiento fundado en la acción, no en los discursos. Y aunque lo que característicamente define su accionar –recuperar el control de los trabajadores sobre los medios de producción— tiene una potente carga simbólica, es todo menos simbólico. Significa alimentar a las familias, recuperar el orgullo destrozado y abrir una ancha ventana de esperanza.

Al igual que otros tantos movimientos sociales emergentes en todo el mundo, los trabajadores de las fábricas recuperadas están volviendo a escribir esa vieja historia sobre la posibilidad de lograr el cambio. En lugar de seguir los diez pasos del plan para la revolución, los trabajadores han rebasado la teoría, al menos hasta conseguir nuevamente trabajo. Los teóricos argentinos van a la zaga de los trabajadores de las fábricas; intentan analizar algo ya logrado, y copntundentemente.

Esas luchas han tenido un impacto tremendo en la imaginación de los activistas de todo el mundo, al punto que ya hay más papers premiados sobre la recuperación de fábricas que fábricas recuperadas. Pero también ha renacido el interés naciente por la democracia en el puesto de trabajo, desde Dublín a Melbourne, pasando por Nueva Orleáns.

El movimiento argentino es, al mismo tiempo, el producto de la globalización de las alternativas, y uno de los fenómenos que ha logrado mayores adhesiones. Los trabajadores argentinos tomaron prestado de otro de los grandes movimientos latinoamericanos –el Movimiento de los Trabajadores rurales sin Tierra (MST), en el que más de un millón de personas reclamaron la tierra improductiva para ponerla en manos de la producción comunitaria– la consigna "Ocupar, Resistir, Producir". Precisamente uno de los trabajadores nos dijo que el movimiento argentino estaba haciendo "lo mismo que el MST, pero para las ciudades". Tuvimos ocasión de ver una protesta en Sudáfrica, que resumió su nueva impaciencia con una consigna estampada en las camisetas de los manifestantes: "Dejemos de pedir; empecemos a tomar".

Pero, en la medida en que, por las mismas razones, surgen sentimientos similares en distintas partes del mundo, hay una urgente necesidad de compartir de un modo aún más amplio las historias y las herramientas de resistencia. De aquí la perentoria importancia de la traducción de Sin Patrón: Argentina's Worker-Run Factories : es la primera vez que contamos con un retrato completo en lengua inglesa del movimiento de fábricas recuperadas.

El colectivo "Lavaca"

El autor del libro es la cooperativa de trabajadores Lavaca. Cuando estuvimos filmando nuestro documental La Toma, nos topábamos con miembros de Lavaca dondequiera que había luchas de trabajadores: en la Corte, en la Legislatura, en las calles, en las fábricas. Ahora, se cuentan entre los más refinados y prometedores periodistas del mundo.

Y el libro es típico de Lavaca. Eso significa que comienza con un montaje –un marco teórico descaradamente poético—, para luego cambiar a una escena de lucha y de hechos duros: los nombres, los números y el modus operandi del verdadero robo armado que fue la crisis argentina. Con tal escenario de fondo, el libro comienza a relatar luchas individuales, la mayoría de las cuales en forma de testimonio de los propios trabajadores.

Es un enfoque hondamente respetuoso con las voces de los protagonistas, pero al mismo tiempo con mucho espacio reservado para comentarios de los autores, por momentos humorísticos, y a ratos, feroces. En el texto se da un juego entre la cooperativa objeto del libro y la que lo produjo. Varias cosas merecen comentario.

En primer lugar, la cuestión de la ideología. Entre los sectores de izquierda, hay quienes lo consideran un movimiento frustrante por no ser abiertamente anticapitalista; se irritan porque es compatible con la economía del mercado y piensan que el control de los trabajadores es una nueva forma de explotación. Otros creen que el cooperativismo –que es la figura legal elegida por la mayoría de las empresas recuperadas— es en sí mismo una capitulación, e insisten en que sólo la completa nacionalización estatal podría ser capaz de lograr que la democracia laboral se convirtiera en un proyecto socialista de mayor alcance.

En las voces de los trabajadores, con su variadas posiciones, se advierten esas tensiones y las complejas relaciones y luchas de los partidos de izquierda de Argentina. Los trabajadores que pertenecen al movimiento recelan por lo general ante la posibilidad de ser cooptados por alguna agenda política, pero tampoco están en condiciones de rechazar ningún tipo de apoyo. Mucho más interesante resulta observar el tipo de politización y de lucha de los trabajadores, que comienza con el imperativo más básico: Los trabajadores quieren trabajar y alimentar a sus familias. En el libro se puede observar el modo en que los nuevos y poderosos dirigentes obreros de la Argentina de hoy han descubierto la solidaridad por una vía que empezó siendo esencialmente impolítica.

Tanto para quienes consideran que la ausencia de una ideología propia es una debilidad trágica, como para quienes lo ven como una fuerza renovadora, el libro deja claro de manera precisa que las empresas recuperadas desafían el ideal más preciado del capitalismo: la santidad de la propiedad privada.

Desde el punto de vista jurídico y político, la causa del control obrero en Argentina no es simplemente una consecuencia de los salarios impagados, de los beneficios evaporados y del vaciamiento de los fondos de jubilación. Los trabajadores defienden de una manera refinada su derecho moral a la propiedad –en este caso, a la propiedad de las máquinas y de los edificios—, que no está fundado en lo que se debe a ellos personalmente, sino en la deuda con la sociedad. Las empresas recuperadas se proponen como remedio frente a los subsidios a las corporaciones, a la corrupción y a los subsidios públicos otorgados a los propietarios en el momento mismo en que llevaban a la quiebra a sus empresas, poniendo su riqueza a buen recaudo y abandonando a comunidades enteras en la alborada de la exclusión económica.

Lecciones para Norteamérica

Este argumento, obviamente, es muy útil en lo inmediato para los EEUU. Pero esta historia es más profunda que los subsidios a las corporaciones: y precisamente por eso, la experiencia argentina podría resultar interesante para Norteamérica. Se ha convertido en una verdad axiomática para la izquierda la constatación de que el desplome argentino fue resultado directo de la ortodoxia impuesta por el FMI y adoptada de manera entusiasta en la era neoliberal de los 90. En el libro queda claro que en Argentina –en el mismo momento de la ocupación de Irak— aquellas pretendidas obviedades sobre la eficiencia del sector privado fueron historia inventada para camuflar la irrupción de una forma de saqueo expatriador de recursos perpetrado a gran escala por una pequeña camarilla de elites. Privatización, desregulación y flexibilidad laboral; ésas fueron las herramientas que permitieron una transferencia masiva de riqueza pública a manos privadas, por no hablar de la conversión de las deudas privadas en públicas. Como los magnates de Enron, los hombres de negocios que recorren las páginas de este libro aprenden la primera lección de capitalismo, y con ella se quedan: la codicia es buena, y a mayor codicia, mejor. Como dice un trabajador en el libro: "Son tipos que se levantan por la mañana pensando cómo atornillar a la gente. ¿Cómo reconstruiremos esta Argentina que esos tipos destrozaron?".

En el libro podemos encontrar una respuesta a esa pregunta, una potente historia de transformación. La premisa básica del texto es que el capitalismo no sólo produce bienes y servicios, sino también identidades. Cuando el capital y sus maletilleros volaron, no sólo quedaron empresas vaciadas; quedó un país vacío, que vinieron a llenar las personas cuyas identidades –como trabajadores— también habían sido expoliadas.

Como nos escribió uno de los organizadores del movimiento: "Recuperar una empresa es un trabajo inmenso. Pero el verdadero trabajo es recuperar al trabajador, y recién hemos comenzado".

El 17 de abril de 2003 estuvimos en Buenos Aires frente a una cerca instalada en la Avenida Jujuy, junto a los trabajadores de Brukman y un gran número de simpatizantes. Detrás del vallado había un pequeño número de policía armada custodiando la fábrica. Después del brutal desalojo, los trabajadores decidieron volver a trabajar en sus máquinas.

Ese mismo día, en Washington, DC, la USAID (Agencia Estadounidense de Ayuda Exterior) anunció que había elegido a la Corporación Bechtel como primera contratista para la reconstrucción de Irak. Comenzaba el atraco en serio, tanto en EEUU como en Irak. La crisis provocada intencionadamente fue un modo de ocultar la transferencia de miles de millones de dólares procedentes de impuestos a un puñado de corporaciones políticamente bien ubicadas.

Los argentinos ya habían visto esa película: saqueo indiscriminado de la riqueza pública, explosión del desempleo, destrozo del tejido social, pavorosas consecuencias humanas. Había cincuenta y dos obreras costureras en la calle escoltadas por otros miles que intentaban recuperar algo que ya era suyo. Era éste, efectivamente, el lugar en que teníamos estar.

Naomi Klein es la autora de No Logo: Taking Aim at the Brand Bullies (Picador) y, más recientemente, Fences and Windows: Dispatches From the Front Lines of the Globalization Debate (Picador). Avi Lewis dirige para la Canadian Broadcasting Corporation la serie "On The Map with Avi Lewis", un espacio televisivo que consagra media hora diaria al análisis de noticias internacionales. En 2004 dirigió La toma, una película sobre el nuevo movimiento argentino de trabajadores que ocupan fábricas abandonadas, que fue premiada en el Festival de Venecia y ganó el premio del Jurado Internacional en el American Film Festival en Los Ángeles.

Traducción para www.sinpermiso.info: María Julia Bertomeu

Folletos a favor de minería para alumnos rurales
19-07-07, Por Carlos Machado

En manuales de 9º grado se han incluido folletos y cuadernillos destinados a alumnos de escuelas rurales, cuyo material está dedicado exclusivamente a exaltar las bondades de la minería en el país, acompañado por otro referido a la energía nuclear. Dicho material fue editado por organismos estatales. De hecho, en el encabezado figura la plana mayor del ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología de la Nación.

Folletos a favor de minería para alumnos rurales. Filmus avala contaminación minera

La novedad, recién conocida y que ha generado mucha indignación, comenzó a expandirse como reguero de pólvora entre sectores ambientalistas y comunicaciones vía Internet, una de las cuales llegó a quien esto escribe: en manuales de 9º grado se han incluido folletos y cuadernillos destinados a alumnos de escuelas rurales, cuyo material está dedicado exclusivamente a exaltar las bondades de la minería en el país, acompañado por otro referido a la energía nuclear. Dicho material fue editado por organismos estatales. De hecho, en el encabezado figura la plana mayor del ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología de la Nación, obviamente con el nombre del ministro Daniel Filmus en primer término.

Una de las personas que informó sobre este hallazgo señaló que lo vio en una escuela rural muy cercana a la localidad de Gastre, en la provincia de Chubut. Se recuerda que hace algunos años esa zona estuvo en el ojo de la tormenta que se desató por la intención, respaldada por las autoridades nacionales y provinciales de entonces (administración Alfonsín), de autorizar allí el entierro de residuos nucleares y tóxicos provenientes de otros países. Finalmente ello no se concretó gracias al éxito de la firme resistencia llevada a cabo por pobladores y organizaciones ambientalistas.

En el folleto de marras se hacen comparaciones mezquinas y tendenciosas, como por ejemplo que "mirar televisión es más peligroso que vivir cerca de una central nuclear", y se subestima nada menos que una tragedia como la ocurrida en 1986 en la ciudad ucraniana de Chernobyl, donde como se recordará un escape radiactivo producido en la central atómica del lugar dejó como saldo miles de muertos y graves problemas de salud en los habitantes de las zonas cercanas, entre ellos cáncer, leucemia y malformaciones genéticas, consecuencias que persisten al día de hoy. También se incluye un chiste de muy mal gusto, en el que unos pájaros salen del "smog" de una gran ciudad para respirar el "aire puro" que rodea a una planta nuclear.

Respecto del folleto sobre minería, éste fue titulado "Desarrollo de un proyecto a partir de un caso modelo". En realidad toda una serie de humoradas si tenemos en cuenta que el "caso modelo" elegido es nada menos que la mina catamarqueña "Bajo la Alumbrera", explotada por un consorcio suizo-canadiense-australiano y que viene causando varios desastres.

Humorada I: Una parte del folleto expresa que "Bajo la Alumbrera es el primer yacimiento en exportar minerales argentinos de manera significativa. La empresa procesa alrededor de 80.000 toneladas diarias de rocas, para exportar oro y concentrado de cobre por 600 millones de dólares anuales". Pero evita explicar a los chicos de las escuelas rurales, a quienes está destinado, que el dinamitado de rocas y la utilización de productos altamente tóxicos, entre ellos cianuro y ácido sulfúrico, para separar los metales de la roca, hace que los pobladores de las cercanas localidades de Andalgalá, Belén y Santa María vivan cubiertos por una lluvia ácida y nubes de polvo, con sulfuros impregnados en el aire. Ni que además del aire están contaminadas las aguas de la zona, contaminación que ya alcanza a las cuencas acuíferas de las vecinas provincias de Tucumán y Santiago del Estero a través de los ríos Salí y Dulce. Ni que ha ido creciendo de forma alarmante la existencia de pobladores afectados de cáncer y graves enfermedades respiratorias. Ni que la minera consume unos 100 millones de litros de agua por día, lo que ha provocado que en Santa María, por ejemplo, desaparezcan plantas, animales y cultivos, transformándose paulatinamente en un desierto. Ni que la empresa no paga nada por esa cantidad de agua que consume, mientras todos los pobladores deben pagarla religiosamente.

Humorada II: Otra parte del folleto señala, como "algunos aspectos del impacto a escala local y regional", cuestiones tan "ventajosas" como "la creación de empleo permanente en forma directa para 600 personas mientras dure la explotación de la mina; la creación de otros puestos de trabajo en forma indirecta, a través de los bienes y servicios que distintas empresas brindan a la mina; el mejoramiento de la infraestructura de la región en lo que se refiere a caminos, puentes y comunicaciones; el impacto ambiental de la actividad humana". A los alumnos rurales no les cuentan, en cambio, que pese a la "panacea económica" anunciada, la pobreza ha aumentado en lugar de disminuir, ya que los agricultores pierden cultivos y animales; que en general las personas empleadas por la minera provienen de otras provincias, una costumbre de todas las multinacionales del sector para no tener que rendir cuentas en casos de muertes por accidente, ya que generalmente nadie hace reclamos por víctimas que vienen desde lejos; que al "mejoramiento de la infraestructura de la región referida a caminos, puentes y comunicaciones" todavía lo están buscando con lupa, y ya se lo comenta como otro chiste del ministro De Vido; y que el "impacto ambiental de la actividad humana" no es otro que el que vienen padeciendo los habitantes de la región, ya explicado anteriormente.

Humorada III: El folleto (más que folleto un folletín) indica además que "el proyecto impacta también a nivel nacional a partir del ingreso de cientos de millones de dólares en concepto de ingresos por exportación, y otros montos provenientes de impuestos y regalías". Claro que es difícil que los inocentes alumnos rurales se enteren que las "fabulosas ganancias" para el país residen solamente en el magro 3% que las mineras dejan en concepto de regalías, y que los "montos provenientes de impuestos" prácticamente no existen, dado que la generosidad de los gobernantes que abrieron alegremente las puertas a la explotación de las multinacionales mineras –desde Menem en adelante- hizo que se las liberara del pago de impuestos, que por las enormes cantidades de gasoil que utilizan paguen sólo la mitad de su valor, y hasta que se les permita evitar la declaración en Aduanas del tenor y cantidad del material que exportan, con lo cual bien pueden engañar a las cándidas –o más bien corruptas- autoridades nacionales y provinciales, en relación a lo que deben dejar en el país en concepto de regalías.

¿En qué planeta vive el licenciado?

En suma, tales son las "ventajas" de la minería mostradas a los alumnos de 9º grado de escuelas rurales. Todavía no se entiende el por qué de haberse elegido precisamente esos destinatarios, salvo que los genios que elaboraron esos folletos piensen que por su lejanía de los centros de poder y por su lógica inocencia de "chicos de campo" –los que por esos motivos no deben ser considerados "de segunda" sino que deben ser mejor ayudados educacionalmente- puedan ser más permeables a las fantasías que les venden o les envían desde la "gran capital". De hecho, desde la Casa Rosada y su zona de influencia.

Algunas de las personas que se encontraron con esta verdadera "propaganda minera" anexada a esos textos escolares, advierten que habrá que tener cuidado con "lo que se puede venir en los próximos años". Una advertencia que no es para echar en saco roto, habida cuenta de los delirios presidenciales acerca de la megaminería, a la que define como la nueva "panacea económica" del país. Y que incluso en su ahora vapuleada provincia natal, Santa Cruz, hizo desarrollar varios proyectos mineros asociando a la empresa estatal Fomicruz (Fomento Minero Santa Cruz) con multinacionales británicas, sudafricanas y canadienses.

Esas mismas personas que informaron sobre esta aberrante difusión pro-minería en textos escolares, vienen insistiendo en la creación de una ONG con personería jurídica, capaz de poder presentar acciones legales sin comprometer los bienes individuales de cada uno. Al menos deben sentirse algo estimulados, ya que se dio el caso de que la multinacional Meridian Gold perdió el juicio que inició contra pobladores de Esquel que se oponen a la explotación de la mina "El Desquite", ya que la Suprema Corte de Justicia de la Nación acaba de fallar en contra de la minera. Con lo cual ésta y el gobernador de Chubut, Mario Das Neves -facilitador del pretendido accionar de esa compañía-, ahora deben levantar campamento la primera, y cerrar la boca el segundo.

En tanto cabe preguntarse en qué planeta vive el licenciado Daniel Filmus, ministro de Educación y candidato a jefe del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires. Alguien que nunca llegó a caracterizarse por una gestión siquiera "pasable" al frente de su cartera, que en los recientes y luctuosos sucesos ocurridos durante las protestas docentes en la provincia de Neuquén se "borró" al mejor estilo Casildo Herreras. Y que ahora tuvo la "genial" ocurrencia de hacer llegar a los estudiantes rurales de 9º grado un material promoviendo las supuestas bondades del accionar de las mineras transnacionales que en los hechos depredan el país.

Dicen que la esperanza es lo último que se pierde, pero quizás algunos dirigentes del arco opositor se despierten de su letargo y opten por, al menos, pedir explicaciones a Filmus por esta barbaridad. www.ecoportal.net

 

Destruyen nuestro suelo: con la complicidad de los politicos

Queridos amigos: queríamos compartir con ustedes lo que vivimos el lunes 23 de julio junto al grupo de Chilecito y Carina en Famatina. Durante la semana siguiente al Encuentro de la UAC en Chilecito y Famatina nos habían comentado que los camiones de la Firma Aconcagua que prestan servicio para Bajo de la Alumbrera transitaban libremente por las calles de Chilecito,(habían dejado de hacerlo después de un piquete que les hicimos en Famatina) incluso Yeny se había cruzado con2 de ellos camino a Nonogasta. Ayer al mediodía me llegó un mensaje de texto avisando que había 5 camiones por la ciudad. Inmediatamente 

 buscamos las Ordenanzas que se sancionaron el año pasado (Declarando al Departamento Ambientalmente sustentable y No tóxico, Prohíbe además al ingreso, tránsito y almacenamiento de sustancias tóxicas) hoy a primera hora nos presentamos en la intendencia con una nota pidiéndole al intendente su cumplimiento y una denuncia ante Saneamiento Ambiental (área que DEBERIA controlar) A la tarde nos avisan que 2 camiones ingresan a la ciudad, los mensajes de texto comenzaron a recorrer nuestros teléfonos y en la estación de servicio del lado de la Terminal los interceptamos, los demoramos cerca de 1 hora SIN

CONSEGUIR QUE EL DIRECTOR DE SANEAMIENTO AMBIENTAL SE PRESENTARA, a pesar de que varios medios ya transmitían desde allí. 

 Hablamos con los chóferes y les sugerimos que le avisaran la gente de la empresa que si los órganos de contralor no los paraban, lo haríamos nosotros, así que eviten volver a pasar por Chilecito y Famatina. Finalmente le entregamos una copia de la Ordenanza y los fuimos escoltando hasta la salida de la ciudad. Como una de las radios transmitía en directo, la gente comenzó a salir de sus casas a observar el paso de los camiones y a nosotros por atrás con nuestros

 carteles. Los seguimos hasta Famatina. Imaginen la postal, anochecía y en el río Capayán, rodeados por las montañas, se encontraban parados en medio de la ruta Carina junto a don Lídoro Leiva ( Intendente de Famatina) y don Hugo Carrizo , para darles a los chóferes las mismas advertencias. Sé que para algunos esto puede parecer algo poco significativo pero para nosotros fue un logro mas que se suma a esta lucha. Demostramos que Chilecito se había 

 convertido en zona liberada para este tipo de transporte y que cuando el Gobierno está ausente, el pueblo es quien sale a defenderse. Rescato las palabras de don Lídoro: si en Chilecito no

los paran porque logran escabullirse o la gente no llega a tiempo sepan que, en Famatina no pasarán!!Un abrazo para todos, EL FAMATINA NO SE TOCA!!!

Esta noticia fue publicada en Clarín el miércoles!!

  

Gabriela Romano

Integrante de Coordinadora de Asambleas Ciudadanas de Chilecito La Rioja

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Sociedad


EN CHILECITO, LOS VECINOS LOS ACUSARON DE TRANSPORTAR SUSTANCIAS TOXICAS

Cortan el paso de camiones hacia la mina La Alumbrera

MINA BAJO LA ALUMBRERA. EL TRANSITO DE CAMIONES ES CONSTANTE.

Julio Aiub Morales LA RIOJA. ESPECIAL

larioja@clarin.com

Dos grandes camiones que se dirigían hacia la minera Bajo La Alumbrera , en la vecina Catamarca, vieron interrumpido su paso por la ciudad de Chilecito, donde vecinos los acusaron de transportar sustancias contaminantes.

Al enterarse de que iban a pasar por allí, los vecinos se autoconvocaron sobre la ruta nacional 40 para impedir su paso y hacerles conocer las disposiciones municipales que impiden el tránsito de sustancias tóxicas. Los ambientalistas de Chilecito explicaron a la prensa que desde hace tiempo los ven pasar, por lo que decidieron hacer cumplir la legislación vigente.

Los choferes de los camiones reconocieron que su destino era la mina de Bajo la Alumbrera , en Catamarca, y que provenían de San Juan. Negaron que transportaran sustancias tóxicas, incluso con papeles mostraron que sólo llevaban cal. Precisamente en San Juan se encuentran los yacimiento calíferos más importantes del país.

Los conductores ofrecieron volverse y retomar su camino por la capital riojana, e incluso dejar muestras de cada uno de los contenedores para que sea analizado, pero los ambientalistas decidieron escoltarlos hacia la salida de Chilecito, camino hacia Pituil y luego hacia Catamarca.

En la zona del río Capayán, un grupo de pobladores de Famatina, el departamento vecino, acompañados por el intendente, Lídoro Leiva, también repudiaron su paso y volvieron a pedirles a los camioneros que no transiten más por rutas riojanas.

Argentina: acto contra la minería. El atraso del progreso

comunidades de todo el país a través de sus asambleas de vecinos se manifestaron en el Congreso contra la explotación minera actual, que contamina y aniquila a la Naturaleza y a los esquemas productivos de las provincias, y produce niveles crecientes de enfermedad y muerte

El discurso sobre el “progreso” que representa la minería no se sostiene. La presencia de vecinos de todo el país, y un dilema sobre cuál es el lugar de la democracia.

Doscientos metros de bandera celeste y blanca envolvieron el edificio del Congreso de la Nación. La sostenían centenas de personas que bajaron desde la cordillera a la ciudad de Buenos Aires para denunciar una política presentada como progreso económico pero que en verdad atenta contra la vida: la explotación minera contamina con cianuro, metales pesados y lluvia ácida a sus campos, a sus ríos y a sus cuerpos. Este martes, asambleístas de Catamarca, San Juan, Córdoba, La Rioja, Tucumán, Chubut, Mendoza, Jujuy, Santiago del Estero y Sierra de la Ventana reclamaron una ley que prohíba la minería a cielo abierto y la derogación lisa y llana del Código Minero. Los manifestantes protestaron con igual intensidad contra las normas aprobadas durante el menemismo como contra la política del sector que impulsa el actual gobierno.

Marcha y asamblea

“Despierten diputados, despierten”, exigían los manifestantes acompañados por el penetrante sonido de un erque de cuatro metros de largo que asimilaba a la manifestación con un ritual sagrado. El cineasta Fernando Pino Solanas y la cantante Zuna Rocha encabezaban la marcha, convocada por los diputados Carlos Tinnirello (Redes), Fabiana Ríos (ARI) y Alejandro Sangenis (Movimiento Tres Banderas).

Un rato antes del banderazo, Cristian Cabrera, de la Comisión por los Derechos Humanos de Jujuy, invitaba a ingresar al auditorio ubicado en el subsuelo del edificio anexo del Congreso, donde se desarrolló una multitudinaria asamblea federal. “En mi provincia –dijo el jujeño- tenemos 17 emprendimientos mineros, que contaminan el agua y el aire. Las empresas vienen, explotan la montaña, se llevan metales valiosos, no dejan regalías ni trabajo, sólo contaminación”.
En el auditorio, una mesa hacía las veces de púlpito. Estaba cubierta por una bandera que clamaba: “Basta de saqueo y contaminación. Defendamos el agua. Defendamos la vida”. Frente a ella se sentaron miembros de comunidades originarias, peones de campo, productores y también personas vinculada a la actividad turística. Todos coincidían ante lavaca en ver como una amenaza para sus vidas y para el país a la actual explotación minera.

“Venimos en defensa de la ley provincial que, por fuerza del pueblo, prohibió la minería a cielo abierto. No queremos que trabajen con cianuro ni con ácido sulfúrico, que contaminan las cuencas hídricas y provocan lluvias ácidas que caen sobre nuestras tierras. La minería usaba en Mendoza un millón de litros de agua y nos quedábamos sin agua para nuestros cultivos”, explicaba Edgar Bulos, uno de los diez integrantes de la Multisectorial de General Alvear que llegaron a Buenos Aires. Llevaban una remera blanca estampada con letras azules que decía: “Sí al agua, sí a la vida”.

El silencio de los inocentes

Los mendocinos estaban especialmente preocupados: el viernes pasado, las empresas mineras que se vieron obligadas a suspender la explotación por la nueva ley, hicieron un reclamo judicial para que se dicte la inconstitucionalidad de la nueva norma. “Queremos que se conozca nuestra problemática en Buenos Aires, 15.000 vecinos de General Alvear salimos a las rutas y durante 15 días las cortamos. Acá nadie se enteró. Hay una política de silenciamiento y queremos avisarles que esto nos afecta a todos”.

Los números del veneno

Desde Catamarca llegaron 90 integrantes de la agrupación Belén resiste, una ONG que nació por la inquietud de un grupo de estudiantes de Derecho. “En nuestra provincia se encuentra el emprendimiento minero más importante de Sudamérica, Bajo La Alumbrera. Su método de lixiviación –la forma de separar el metal de la roca- es a través del cianuro. Ya contaminó el río Vis Vis y ni siquiera nos permiten acceder a él para tomar muestras y analizarla. Ahora, encima, está por empezar la explotación de Agua Rica, un emprendimiento aún más grande”, señalaba Franco Ontivero.

Tinnirello abrió el encuentro y recordó que la actual explotación es posible tanto por el paquete de medidas aprobadas para el sector en la década del 90 como por el Plan Nacional de Minería lanzado por Néstor Kirchner en 2004. “Desde entonces, se habla de 600 emprendimientos mineros para la Argentina” dijo, y enumeró:

> Sólo en San Juan hay 36 que están avanzados y 131 en fase de investigación. Es información oficial que, se sabe, no siempre es la real.

>> Hay 23 emprendimientos en Santa Cruz,

> 22 en Salta,

> 11 en Mendoza.

Tras esta descripción, el diputado de la Red de Encuentro Social acusó al gobernador de San Juan José Luis Gioja de ser el principal lobbista de las multinacionales mineras. “Èl y el secretario de Minería, Jorge Mayoral, nos quieren vender la idea del país minero: dicen que para que China sigua creciendo al 7 por ciento anual y Europa al 3, necesitan de nuestros minerales”.

A continuación Zuna Rocha les regaló a los fatigados viajeros La Maldición de Malinche, una chacarera del mexicano Gabino Palomares que recuerda el despojo que los europeos hicieron cuando conquistaron América. “Cuando no quede un árbol, cuando no quede un pájaro, cuando no quede un pez, recién entonces, el hombre entenderá que no podrá comerse su dinero”, recitó antes de cantar. La audiencia contemplaba el espectáculo con un potente silencio, ése que es tan característico del altiplano.

Además, subsidiadas

“La minería no deja nada al país –denunció con tono encendido Pino Solanas-. En teoría debería dejar el 3 por ciento en regalías. Pero con mucha suerte, apenas aportan el uno por ciento, porque pueden deducir de ellas todos los gastos de exploración. Además, todos estos valores se toman sobre las declaraciones que realizan las propias empresas, porque no existe ningún control público de las riquezas que se llevan del país. Aparte, no pagan ni el impuesto al combustible, ni el impuesto al cheque. El gobierno subsidia la actividad, un 2,5 por ciento en el noroeste y del 2 al 7 por ciento en la Patagonia. Con estos subsidios se pagan todos los salarios de los empleados de las mineras. Pobre San Juan, la exportación de tres de sus mineras equivale a cuatro veces su presupuesto. Y el Bajo La Alumbrera extrae 80 millones de litros de agua por día, es el agua que no tienen los agricultores.”

Lo que está creciendo

Desde Esquel se sumó Churi Boto, miembro de los autoconvocados por el No a la Mina, que quiso aportar esperanza a la convocatoria. “Tengo una inmensa alegría por ver como se nacionalizó este conflicto –señaló-. Hace cinco años éramos poquitos, a veces nos decíamos que teníamos todo en contra: el gobierno nacional, el provincial, el municipal, la Iglesia. Pero decidimos no mirar al que teníamos enfrente, sino mirar al que teníamos al lado nuestro. Hoy ya somos 14 provincias movilizadas contra la minería y cinco ya consiguieron leyes que la limitan. Esta es una pelea de David contra Goliat. Esquel pudo, si estamos juntos podremos todos”.

Enseguida subió al escenario Sergio Martínez de Andalgalá, Catamarca, y desplegó un mapa. Señaló Bajo La Alumbrera y el inminente emprendimiento de Agua Rica, separados por tan solo 17 kilómetros. “Ahora están realizando cateos en mi pueblo, nos están diciendo que nos vamos a tener que ir. Ya no sólo nos contaminan el medio ambiente, sino también la vida de nuestros poblados”.

El próximo orador habló pausado, casi sin modular, pero con mucha energía. Damián Flores llegó de la comunidad indígena Santa María, la única de todo el territorio argentino que tiene títulos de propiedad obtenidos en la época de la conquista. “No veo a los legisladores de Catamarca aquí y si no están, son parte de esto que destruyó y saquea a nuestros pueblos. La nación diaguita está siendo saqueada. Antes venían los tucumanos y los salteños a curarse a nuestras tierras, hoy los enfermos somos nosotros. Lo dicen los médicos, el 80 por ciento de nuestros chicos tienen problemas respiratorios”, denunció.

Desde Santiago del Estero llegó la diputada provincial Susana Elías quien habló junto a un representante ambientalista. “Como cortamos rutas dicen que somos extremistas –señaló-, pero si no cortamos los periodistas no nos abren las puertas. Nuestras termas de Río Hondo vendían buen clima y salud. Hoy están amenazadas por las minas a cielo abierto de Catamarca. Las termas van a desaparecer, el río no sólo ya no tiene peces sino que enferma.”

Viudas y prostíbulos

Una presencia llamativa era la del tucumano Juan Prado: la provincia más pequeña de la Argentina no tiene actividad minera. Sin embargo, el hombre estaba allí. “No es necesario tener minas para ser parte de este proceso. A nosotros nos llega la contaminación por el mineralducto, el electroducto y las plantas de secado. Hace doce años, las empresas entraron a la casa de los tucumanos de la mano de la Justicia para sacarnos y hacer los electroductos que necesitaban. Y no sólo eso, la Universidad de Tucumán participó del proyecto de La Alumbrera”, se indignó

Héctor Pituil era una de las presencias más pintorescas. Estaba cubierto de pies a cabeza por una bandera argentina: “El Famatina no se toca”, estaba escrito sobre ella. “Pobreza, viudas y prostíbulos. Eso genera la minería”, sintetizó.

Una de las que asía con más fuerza la bandera argentina gigantesca era Marina Martínez. Había llegado de Ongamira, un poblado que se encuentra a 110 kilómetros de Córdoba Capital y a 25 de Capilla del Monte. No hay Internet ni teléfono y viven apenas 40 personas que trabajan la tierra. Era una zona sagrada de los comechingones y dicen que es una gran reserva arqueológica y paleontológica. Nueve mil hectáreas ya fueron concedidas para la extracción de oro, plata, cobre, cinc y abesto. “No solo contaminarán varios ríos, sino también la Laguna de Mar Chiquito y Salinas Grande”, subrayaba Martínez que, junto a todos los manifestantes, comenzó otra vez a gritar. Ya no les exigían a los diputados que se despierten. La consigna había cambiado. Otra vez, por la avenida Rivadavia tronó la consigna “que se vayan todos”.

La sensación del observador era extraña en Congreso, en plena calle. ¿Dónde estaba ejerciéndose mejor la democracia en ese momento? ¿En la asamblea de esas comunidades, con sus temores, sus intercambios y sus esperanzas, o en los impenetrables despachos legislativos?

lavaca, Argentina, 25-07-07

Argentina: Encuentro en Buenos Aires por “la derogación del código minero”

El pasado 24 de julio cerca de 300 representantes de espacios ciudadanos de toda Argentina manifestaron la necesidad de derogar las leyes mineras que constituyen un verdadero modelo de “saqueo y contaminación” . Voceros de numerosas provincias del país acudieron para luego hacer un “banderazo” alrededor del Congreso Nacional.

A partir de una iniciativa de la organización Red Encuentro Social (RedES), que lidera Carlos Tinnirello, se realizó el encuentro que contó con la participación de activistas de espacios tan reconocidos como las asambleas de Esquel, Gualeguaychú o La Rioja. Y también de grupos más recientes como sucede con los casos de Santiago del Estero o Salta. En esta provincia, por ejemplo, “comienzan a peligrar los Valles Calchaquíes a partir de la búsqueda de uranio”, según denuncian los Vecinos Autoconvocados de los Valles Calchaquíes-Cafayate .

La creciente actividad ciudadana alrededor del tema minero y ambiental es un alentador indicador de la resistencia organizada, pero también es un dato de que hay un problema profundo y extendido en todo el territorio. Ya son 14 las provincias en las que los vecinos se nuclean en multisectoriales y asambleas contra la actividad minera. Como dice Carlos Tinnirello, se trata de “un modelo de país nuevo, de una política de Estado, nos quieren instalar un país minero y eso está asumido por el secretario de Minería, Jorge Mayoral”. Desde que la administració n Kirchner lanzó el Plan Minero Nacional (2004), los emprendimientos pasaron “de muy pocos al increíble número de seiscientos”, según pudo investigar el legislador en la Secretaría de Minería.

Para el cineasta Pino Solanas, presente en el encuentro, “lo que el gobierno nacional presenta como 'boom minero argentino', lejos de traer riqueza a la Argentina , deja una asombrosa pobreza y una contaminación que tardaremos décadas en eliminar”.

Las siguientes intervenciones explican el delicado cuadro de situación, de difícil cobertura por la gran dinámica del sector, que crece a un ritmo acelerado.

Vecino de la Multisectorial de Gral Alvear, Mendoza;

“Hace un año y medio nos empezamos a juntar, cuando vino el cura del pueblo y dijo que en un lugar cerca de Alvear estaban perforando, y nosotros ni nos habíamos enterado. Empezamos a investigar y vimos que todos nuestros acuíferos iban a estar contaminados por las mineras, ya que ellos contaminan el agua con químicos que usan para disolver la roca. Como toda nuestra producción depende del agua estábamos en serios problemas por estar rodeados en una zona prominera.

Cuando vimos la gravedad de los hechos nos empezamos a juntar los vecinos, unos con otros, hasta que al fin llegamos hasta la cámara de diputados provincial. Luego de un tiempo los muchachos dijeron 'acá no hacemos nada, vamos a la ruta', y durante quince días cortamos la ruta. La gente del pueblo juntó plata para darle de comer a los que estaban en la ruta, donaban mercadería. A nosotros lo único que nos interesa es resguardar nuestros recursos naturales y sería necio de parte nuestra dejar todo esto en manos de otra gente a la que nada le importa. Hoy en día en Mendoza hay una ley que dice que se prohíbe la minería contaminante con el uso de cianuro y de mercurio”.

Vecino de Andalgalá, Catamarca;

“Donde yo vivo está instalada minera Bajo de la Alumbrera. Nosotros conseguimos este mapa de la secretaría de minería de nuestra provincia, y no nos ha llegado por gentileza de ellos, digamos que se les escapó. Y en él podemos ver que están autorizando cateos en mi propio pueblo, Andalgalá, donde nosotros vivimos. Con este mapa lo que queda en claro es que nos están diciendo que nos tenemos que ir. Todas estas montañas alrededor del pueblo también están con pedido minero. Por eso es que hemos decido salir a la calle a luchar junto a la gente de las otras provincias con la misma problemática. No es sólo la contaminación y el saqueo de la riqueza. Queremos defender la vida de nuestros pueblos”.

Guillermo, de Vecinos Ambientalistas Autoconvocados de Termas de Río Hondo, Santiago del Estero;

“Mi ciudad es conocida como un portal turístico, está a 68 km de la ciudad capital de la provincia.

A Santiago del Estero una vez fue una firma llamada La Forestal y taló todos los quebrachos y todos los durmientes de trenes del país están hechos con quebracho santiagueño. En el presente, desgraciadamente estamos a casi trescientos km de la minera de Bajo de la Alumbrera. Tenemos 40 mil habitantes y vivimos del turismo. Pero hoy estamos muy amenazados y contaminados por algo que no tiene nada que ver con nosotros, que es la minería a cielo abierto de Catamarca. Yo les quiero decir a ustedes que hay gente de mi departamento que toma agua contaminada porque no tiene agua potable. Hay gente que vive del río porque ha pescado toda su vida, y hoy no sólo que no tiene peces sino que el río los está enfermando. Hay gente que saca arena y ripio del río para vender, y hoy se están enfermando. Ese río pasa por trece departamentos y por Termas, y si no podemos parar la apertura de Agua Rica (cerca de Santa María) y detener la Alumbrera , va a desaparecer Termas como destino turístico, y con ello vamos a desaparecer los 40 mil habitantes.

Nosotros recién tenemos seis meses de vida como grupo ambiental, y hemos nacido en un corte de ruta. Somos considerados un grupo ambiental extremo en la provincia porque casi siempre estamos cortando la ruta. Casualmente hace unos días llevamos a cabo el primer corte coordinado, tres rutas, sobre todo la 34 que tiene mucha afluencia de camiones. ¿Saben por qué cortamos la ruta?, porque solamente cuando lo hacemos el periodismo nacional nos abre las puertas. Después no nos llaman más”.

Juan Prado, Federación de Org. Ambientalistas no gubernamentales de Tucumán;

“Cuando cualquiera menciona Tucumán lo relacionan con la caña de azucar, por ejemplo. Pero sin embargo hoy Tucumán tiene los efectos de la actividad minera. Tucumán no tiene actividad minera, ni siquiera compartimos la cuenca en la que está la minera de Catamarca, sin embargo la contaminación llega a nuestra provincia a través de tres elementos: el mineraloducto, el electroducto y la planta de secado. En el año 1995 llegaron los representantes de la minera y empezaron a entrar a las propiedades y campos de los tucumanos, mediante la Policía Federal , con orden de los jueces federales, y tomaron posesión para poner las columnas del electroducto. Así han entrado a Tafí del Valle, a todos los lugares donde había reliquias históricas, han colocado sus torres en un valle como el de Tafí. Hoy tienen una energía que no la han compartido con la comunidad. No ha sido suficiente la Alumbrera , vienen por más, ahora comienza Agua Rica [1]. Uno piensa ¿qué es lo que pasa en la conciencia de los argentinos? Está además el mineraloducto, que hemos determinado en el año 2005 -junto con la comisión nacional de energía atómica- que está contaminando la cuenca con metales pesados.

Hoy el país está acá porque le pide a los legisladores un gesto de grandeza, que es derogar estas leyes mineras y consensuar un nuevo modelo en función de las comunidades que hoy se ven afectadas”.

Héctor, de la Asamblea de Vecinos de Pituil, Famatina, Chañarmuyo, provincia de La Rioja ;

“Traigo un mandato concreto de las asambleas que hoy estoy representando: manifestar que no queremos ser mineros, y no queremos ningún tipo de minería. Tenemos razones de peso para no quererla, tenemos la experiencia de lo que fue ' La Mexicana', todo lo que ha dejado de pobreza y de drenajes que todavía siguen contaminando nuestras aguas, y que en sus tiempos lo único que generó fue pobreza, viudas y prostíbulos. Eso es lo que genera la minería. Nosotros queremos desarrollo sustentable para que la gente sea feliz en sus trabajos. Podemos desarrollar la agricultura y el turismo, no necesitamos la minería.

En un año de lucha logramos sacar una ley en la provincia que prohíbe la explotación minera a cielo abierto. En cuatro meses de corte de ruta en el paraje de Peñas Negras estamos impidiendo subir a la Barrick Gold a su campamento. En estos cuatro meses hemos aprendido mucho. Por eso venimos a exigir acá a los diputados que dejen de trabajar como gerentes de las multinacionales y que escuchen la voz del pueblo. Queremos que la ley de minería en la provincia esté avalada por la derogación de las leyes nacionales. Si no estamos a merced de los cambios que se den en la provincia”.

Nelson Muze, de la Asamblea de Autoconvocados de Esquel;

- ¿Qué expectativas tienen ustedes al venir y participar de esta actividad en Buenos Aires?

- Creemos válidas estas actividades para que algunos legisladores tomen conciencia y tomen la posta para derogar estas leyes perversas para toda la comunidad.

- ¿Ustedes asumen el rol de iniciadores de la militancia antiminera?

- Nosotros no nos queremos atribuir nada. Si algo de lo nuestro sirve bienvenido sea. Nosotros lo hicimos en el momento justo y cuando creíamos que era conveniente, defender nuestro territorio, nuestro lugar, nuestra ciudad. Si lo nuestro sirve como modelo está bien, pero nosotros tomamos muchas referencias de otros lugares del mundo, como Perú. Ningún lugar es igual a otro, se pueden tomar algunas cosas que sirven y otras no. Lo nuestro es un aporte más, lo hacemos porque estamos convencidos de que no podemos dejar que nos saqueen ni que nos contaminen el medio ambiente, sobre todo pensando en el futuro de los que nos suceden. Ya somos 14 provincias en lucha y 5 con legislación antiminera.

- ¿Cómo está la lucha de ustedes, en qué estado se encuentra la legislación?

- Nunca iniciaron la mina a raíz de la consulta que realizamos hace cuatro años y entonces quedó totalmente parada, nunca se inició la explotación. Hoy está legislado por una ley provincial, no por casualidad sino porque trabajamos para que esa ley saliera, pero esa ley tiene un vencimiento que es octubre de 2009. Entonces estamos muy atentos y queremos que la prohibición sea permanente y que sea para todas las regiones y no sólo para las comarcas que están sobre la cordillera chubutense. En el resto de la provincia sabemos que hay exploraciones, incluso a pocos kilómetros de la ciudad de Esquel. Cuando podemos hacemos nuestro aporte y les vamos explicar a otros vecinos de lo que pretende hacer el gobierno junto a las empresas extranjeras.

Franco Ontivero, de la Agrupación Belén Resiste, Catamarca;

“Nosotros comenzamos hace cinco años, como grupo de la escuela secundaria que vimos como adolescentes en esa época que no había ninguna organización que defendiera nuestros derechos y nuestro medio ambiente. Nos parece sumamente grave el daño que produce la minera Bajo de la Alumbrera en nuestra provincia. La Alumbrera está entre Andalgalá y Belén, son los pueblos más próximos y los más contaminados. Una minera cada vez más rica y un pueblo cada vez más pobre. La tierra y el agua cada vez más contaminados. Los residuos que tiran hacen que las tierras dejen de ser cultivables, además daña la salud de las personas. La gente en Belén no tiene posibilidad de elegir qué agua tomar, tenemos que tomar agua contaminada. La minera se encarga de desmentir y dice que son enfermedades genéticas que la gente del lugar tiene, pero en concreto hay un montón de problemas renales y de cáncer que están afectando a la población del oeste de Catamarca.

Por cada cinco millones de dólares que ellos se llevan, sólo dejan en la provincia mil ochocientos, esto es porque ellos declaran de boca de mina lo que quieren y luego le pueden descontar los gastos del transporte. La Alumbrera es la mina responsable de contaminar con el mineraloducto a Tucumán y a Santiago del Estero, que ahora tuvo una nueva pérdida. Nos duele que los medios nacionales hablen de la minería como algo positivo”.

Carlos Tinnirello, RedES, diputado nacional;

“Quisiera llamar la atención sobre lo que significa la minería a cielo abierto. Hay una política que lleva adelante el gobierno nacional desde que se lanzó el Plan Minero Nacional en el 2004, es decir, el gobierno de Néstor Kirchner, que está desarrollando velozmente la intención de que Argentina se transforme en un país minero. Esto se basa en las leyes del menemismo de la década del noventa pero, a decir verdad, desde la década del noventa hasta ahora han habido muy pocos emprendimientos mineros. En rigor, y fundamentalmente, Bajo de la Alumbrera en Catamarca y Cerro Vanguardia [2] en la provincia de Santa Cruz, la provincia del actual presidente.

A partir de la asunción de este gobierno se empieza a hablar de seiscientos de emprendimientos mineros. Para San Juan, por ejemplo, hay 36 proyectos mineros en exploración avanzada y otros 161 proyectados. Esta información está en una carpeta que obtuve después de exigirla casi llegando a la Justicia , porque la Secretaría de Minería de la Nación , a cargo de Jorge Mayoral, no quería entregar los datos de los emprendimientos mineros. ¿Qué dice por provincia? ¿Uno, dos emprendimientos? No, la información oficial, que no significa que sea la real, que puede estar minimizada, habla de 23 emprendimientos en Santa Cruz, 22 en San Juan, 22 en Salta, 11 para Mendoza, y así para las distintas provincias. Pero también tenemos una Secretaría de Medio Ambiente que termina firmando acuerdos con los gobernadores de La Rioja y Tucumán para una supuesta minería controlada, que es imposible, porque no hay nadie en el mundo que pueda controlar los cien millones de litros de agua que mezclan con elementos químicos tóxicos y que después van a los ríos.

Se trata de un modelo de país nuevo, de una política de Estado: nos quieren instalar un país minero y eso está dicho de esta manera por el propio Secretario de Minería, Jorge Mayoral, quien dijo en la Comisión de Minería del Congreso que para sostener su crecimiento, los países del norte y China necesitaban de mineral, y nosotros los tenemos, y vamos a cumplir el sueño minero, el sueño del progreso del país en base a la minería. ¿Qué conclusión saco de esto? Nuevamente las necesidades del Imperio son respondidas por nuestros gobernantes sumisos. El Imperio necesita energía para poder producir, y va por ella. Si no se la dan, invade. No tiene límites y no mide consecuencias. Acá vienen por los minerales. Esto nos afecta a todos porque se habla de 'un país minero'. Los diputados de la nación tienen que escuchar que hay un pueblo gritando para que se deroguen las leyes mineras”.

Fernando “Pino” Solanas, MORENO (Movimiento por la Recuperación de la Energía Nacional );

“Quizás no exista otro caso de desinformació n y manipulación de la opinión pública como sucede con la minería. Basta mencionar que el gobierno nacional presenta el caso como 'boom minero argentino' con beneficios excepcionales y progreso para el país y las provincias. Estas afirmaciones son una descarada estafa. Y no interpreten esto como una exageración. Lejos de dejar riqueza en Argentina dejan una asombrosa pobreza y una contaminación que tardaremos décadas en eliminar. Y ese tres porciento de regalías que la ley dice que tienen que pagar, esa ley que tenemos que bajar, también dice que pueden deducir todos los gastos de extracción, seguros y transporte hasta puerto de destino. En consecuencia queda el uno porciento de lo que las propias mineras dicen que extraen. El sistema de complicidad avalado por el gobierno nacional y que viene de la época del menemato permite que no exista ningún control público sobre la riqueza que se llevan del país. Pero además de gozar del beneficio de no pagar ningún impuesto, de ninguna naturaleza, además de esto, el gobierno los premia con 'subsidios a las exportaciones mineras' que en la patagonia van del 2 al 7 porciento, es decir que con estos reintegros se cubren todos los salarios que las mineras pagan en Argentina.

Lo mentiroso del llamado “boom minero” es lo que manifiesta el delfín de José Luis Gioja en el gobierno nacional, el ingeniero Jorge Mayoral, sanjuanino, que habla de la enorme riqueza que le ingresa al país con las exportaciones mineras. Cómo pueden ser tan desfachatados cuando las mineras gozan de la libre disponibilidad del mineral, es decir que no están obligados a procesar nada en la Argentina , y además que de todo lo que exportan no están obligados a ingresar ni un dolar. No de pillos, porque pillos y traidores son los funcionarios nacionales que además de permitir semejante flajelo los premian con los llamados 'reintegros a la exportaciones mineras'.

Por eso este encuentro tiene un valor excepcional. Yo no recuerdo un encuentro específico así en Buenos Aires, sobre la necesaria cruzada que hay que emprender para bajar las leyes mineras del menemato, para reformar el vetusto y antinacional código de minería que le prohíbe al Estado explotar la minería, es más, le exige al Estado financiar la prospección de los yacimientos y que los entregue a la actividad privada. Tanta desfachatéz tiene un sólo obstáculo: cuando uno lo cuenta, el interlocutor lo mira con ojos asombrados como diciendo 'no es posible, yo tendría que haberlo leído en el titular de todos los diarios, aquí me parece que están exagerando'. En consecuencia hay que dar una enorme batalla informativa.

Se suma a esto el escándalo por el agua, cuando se permite que en las altas cumbres, que es donde trabaja la gran minería, se contamine las cuencas de agua potable. Además se permite que una gran corporación como la minera Bajo de la Alumbrera extraiga del desierto del arenal 80 millones de litros de agua purísima por día, que son las aguas fósiles, muy profundas, que la naturaleza ha tardado siglos en decantarla. Esa agua que no la tiene ni el campesino ni el poblador y que, sin embargo, se ven obligados a tomar otra agua, el agua que baja de las sierras con altos índices de metales, con un tipo de contaminación que no mata al día siguiente sino luego de varios años.

Este es el cuadro permisivo, mentiroso, de saqueo de un gobierno nacional que dijo que la defensa del medio ambiente era política de estado. Hay que imponer esa defensa del medio ambiente con una fortísima movilización que hoy está en manos de los pueblos autoconvocados que están haciendo historia, como el ejemplo de Gualeguaychú, que sobrepasan la cantidad de divisiones secundarias que tantos años de fracasos nos han impuesto”.

Notas:

[1] Agua Rica

[2] Cerro Vanguardia

Lista de Convocantes:

CARLOS TINNIRELLO (RedES); FABIANA RÍOS; SANGENIS ALEJANDRO; PINO SOLANAS; SUNA ROCHA (CANTANTE); VECINOS DE ANDALGALÁ-CATAMARCA; VECINOS DE SANTA MARIA-CATAMARCA; ASAMBLEA DE VECINOS DE PITUIL, FAMATINA, CHAÑARMUYO, LA RIOJA CAPITAL ; AUTOCONVOCADOS CALINGASTA EN DEFENSA DEL MEDIO AMBIENTE-SAN JUAN; MULTISECTORIAL DE GENERAL ALVEAR-MENDOZA; VECINOS AUTOCONVOCADOS DE SIERRA DE LA VENTANA ; O.N.G AMBIENTE COMARCA; VECINOS AUTOCONVOCADOS DE TERMAS DE RIO HONDO-SGO. DEL ESTERO; COMUNIDAD DE TAFI DEL VALLE; COMISION DE DERECHOS HUMANOS DE HUMAHUACA-JUJUY; AUTOCONVOCADOS VALLES CALCHAQUÍES-CAFAYATE ; MOVIMIENTO SOC.Y CULTURAL TUPAC KATARI-SAN SALV. DE JUJUY; PARTIDO ALIANZA DE LOS PUEBLOS. ANDALGALÁ-CATAMARCA; FUERZA DE LOS PUEBLOS-SANTA MARIA-CATAMARCA; RED DE ENCUENTRO SOCIAL-JACHAL (SAN JUAN); FEDERACIÓN DE ORGANIZAC. AMBIENTALISTAS NO GUBERNAMENTALES DE TUCUMAN; PROECO (TUCUMAN); AFECTADOS POR LA REPRESA YACYRETA ; RED DE ENCUENTRO SOCIAL-QUILMES; NEP (NUEVO ESPACIO POPULAR) QUILMES; GRUPO 9 DE JULIO, VALLES DEL CARMEN, COLONIA CAROYA. CORDOBA; ASAMBLEAS AMBIENTALES AUTOCONVOCADAS DE CORDOBA.

Por Marcelo Maggio

para Agencia de Noticias Biodiversidadla

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el silencio de los inocentes

ABORTO-PORTUGAL:
Epidemia médica de objeción de conciencia
Por Mario de Queiroz

http://www.ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=41523

LISBOA, 16 jul (IPS) - Bajo la excusa de "objeción de conciencia", una buena parte de los médicos de Portugal impiden a las mujeres acogerse a la ley que autoriza el aborto inducido hasta las 10 semanas de gestación y que entró en vigor el domingo.

Después de las 10 semanas de embarazo, la interrupción voluntaria es legal hasta las 16 semanas en casos de violación y cuando se constate malformación congénita o enfermedad incurable del feto, hasta la semana 24 de gestación.

Al cumplir un día de vigencia, la ley que emanó del referendo del 11 de febrero no consigue que muchas mujeres hagan uso de su derecho a interrumpir el embarazo, pese a que el "Sí" a la despenalización logró 59,3 por ciento de sufragios, frente a 40,8 por ciento del "No".

La razón no es técnica ni política. Muchos hospitales públicos no logran atender los pedidos porque la mayoría de sus médicos se niegan a realizar la intervención.

El Ministerio de Salud reconoció este lunes que la objeción de conciencia esgrimida por los médicos deja al Estado de manos atadas, pues no tendrá otra alternativa que hacer cumplir la ley contratando a profesionales fuera de las unidades hospitalarias.

Vasco Freire, dirigente de Médicos por la Opción, uno de los movimientos cívicos que más se empeñaron en la campaña por el Sí, reconoció a IPS que había colegas esgrimiendo preceptos morales para no practicar abortos, "pero, en muchos casos, la objeción de conciencia la aplican sólo en hospitales del Estado y no en la medicina privada".

Esa opinión fue compartida por el ginecólogo Miguel de Oliveira e Silva, autor de varios libros sobre el aborto, para quien el problema central reside en la mentalidad de los médicos portugueses.

Está "el código muy conservador de los médicos portugueses", pero también existen muchos casos en que "durante la mañana, en el Servicio Nacional de Salud, son objetores de conciencia, pero en la tarde, cuando practican la medicina privada, ya no lo son", apuntó.

"Ni el referendo ni la legislación cambiaron la cabeza de los médicos" y "es por eso que, recientemente, el Ministerio de Salud estableció negociaciones para la 'privatización del aborto'", sentenció Oliveira e Silva.

Los casos más evidentes son los de los hospitales septentrionales de Santo António de Oporto, Viana do Castelo y Matosinhos, en el São Francisco de Xavier de Lisboa, Torres Vedras y Caldas da Rainha, en la región central de Portugal, el de Évora, en el sur, y de todos los de los archipiélagos de Madeira y de Azores, excepto el de la isla de Faial.

Pero además, en los hospitales de todo el país hay médicos objetores de conciencia que retrasarán las intervenciones, pues hay listas de mujeres que esperan una consulta previa, en especial en los servicios de ecografías, imprescindibles por ley para probar la fecha de gestación y formalizar la cita de la intervención, que puede demorar unos 15 días.

En Madeira, la región más religiosa y conservadora del país, la polémica ya adquirió un tono dramático.

El secretario regional de Asuntos Sociales de Madeira, Francisco Jardim Ramos, dijo el domingo que Lisboa "no puede imponer colonialmente a esta región autónoma una ley que 64 por ciento de la población (del archipiélago) rechazó en el referendo".

En su inmediata respuesta, el ministro de Salud, António Correia de Campos, admitió la posibilidad de que las mujeres de Madeira viajasen al continente para practicarse un aborto, siempre que la comunidad autónoma financiara el viaje, a lo que Jardim Ramos replicó que debía ser el gobierno central el que asumiera esos gastos.

El domingo, varios movimientos cívicos contrarios al aborto realizaron manifestaciones frente a hospitales en todo el país, "acciones que simbolizan lo que nosotros defendemos: presentar alternativas a una ley que es objetivamente mala", explicó Catarina Almeida, activista contra el aborto.

Para aplicar la ley, el Servicio Nacional de Salud calcula que deberá gastar unos ocho millones de dólares por año, según una estimación de entre 17.000 y 18.000 abortos anuales, con un costo unitario de entre 467 y 608 dólares, según el método, farmacéutico o quirúrgico. En casos de hospitalización, los costos podrían trepar hasta 1.470 dólares.

Con esta ley, Portugal deja el grupo de los países más conservadores de la Unión Europea (UE) en la materia, formado por Irlanda, Malta y Polonia, que cuentan con las leyes más restrictivas de los 27 integrantes del bloque, pues sólo autorizan la intervención en caso de que peligre la vida de la mujer.

Hasta febrero, Portugal era el único de la UE donde las mujeres que decidían abortar eran condenadas a penas de hasta tres años de prisión, con la consecuente humillación pública cuando la sentencia era leída en los tribunales, con cámaras de televisión apostadas a las puertas de los juzgados. Los países europeos más liberales son Alemania, Austria, Bélgica, Bulgaria, Chipre, Dinamarca, Eslovaquia, Eslovenia, Estonia, Francia, Gran Bretaña, Grecia, Holanda, Hungría, Italia, Letonia, Lituania, República Checa, Rumania y Suecia, que permiten el aborto a pedido de la interesada en la de "embarazo precoz", que varía según la legislación entre las 12 y las 24 semanas de gestación.

En Finlandia y Luxemburgo es necesario invocar razones de violación, u obtáculos socio-económicos o socio-médicos.

España es un caso único, pues la ley permite un "escape" al que recurren muchas mujeres: la interrupción de la gravidez en caso de "un grave riesgo mental o físico para la salud, hasta las 22 semanas" de gestación. (FIN/2007)

 

 

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